Foto da "Operação Feminazi", da Polícia Civil. Foto: Divulgação.
Foto da "Operação Feminazi", da Polícia Civil. Foto: Divulgação.| Foto:
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Foto da “Operação Feminazi”, da Polícia Civil. Foto: Divulgação.

A Polícia Civil paranaense conseguiu fazer uma operação cujo título liga o feminismo ao crime organizado. A “Operação Feminazi”, realizada no sábado, foi divulgada nesta segunda.

A investigação desbaratou uma quadrilha de tráfico de drogas, roubo e organização criminosa que atuava na região de Paranavaí. A explicação dada no site da Polícia Civil do Paraná é uma pérola.

“A operação foi chamada de feminazi porque a líder da organização é uma mulher. O termo é popularmente usado por feministas radicais com ideias extremistas que tem como objetivo estar em uma situação de superioridade em relação aos homens”, diz o texto.

Evidente que as feministas radicais jamais usaram essa denominação para falar de si mesmas. Quem as compara aos nazistas são seus detratores. Também deveria ser evidente que as feministas não desejam ser superiores aos homens: o movimento luta por igualdade.

Mas o mais grave é os policiais aderirem à moda dos nomes engraçadinhos e usarem uma operação contra crimes graves para macular a imagem de um movimento social altamente relevante como o feminismo, que ajudou a melhorar as condições de vida nas mulheres de maneira inegável nos últimos cem anos.

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