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O presidente do Atlético Paranaense, Mário Celso Petraglia, defendeu o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, nesta terça-feira, em Curitiba, quando os dois estavam saindo de uma visita à sempre inacabada Arena. Numa entrevista coletiva, o repórter André Pugliesi, desta Gazeta do Povo, fazendo seu trabalho, questionou Valcke sobre uma denúncia de salário duplo. Coisa que tem mais é de ser explicada mesmo.

Valcke falou, negou, criticou a imprensa pelo interesse no assunto. Depois veio Petraglia. Com seu estilo autoritário, não apenas defendeu o homem da Fifa como deixou claro que acha que a imprensa não tinha nada que ficar fazendo perguntas difíceis para Valcke. Disse mais: que se envergonha da imprensa local por estar fazendo seu trabalho.

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“Eu me envergonho como paranaense que a mídia faça esse tipo de pergunta destrutiva, que não tem nenhum objetivo a não ser criar mais um clima de destrutividade que temos vivido. Me perdoe, Jérôme”, disse Petraglia.

Qual o motivo da vergonha? O fato de que a imprensa está querendo saber da lisura de Valcke? De um homem que está comandando uma Copa bilionária, que está à frente da gestão de um evento caríssimo e recheado de dinheiro público, que em última instância é responsável pelo bom uso de bilhões de reais dos contribuintes?

Petraglia é o arquétipo do sujeito autoritário, que não tolera liberdade de expressão e de imprensa. Está mostrando ao mundo que por aqui tipos como ele ainda têm espaço para mandar e desmandar. Está revelenado para países civilizados o que a imprensa local ainda tem de aturar.

Petraglia se envergonha dos jornalistas paranaenses? Ok. O sentimento é mútuo.