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A sessão da Câmara de Curitiba desta terça-feira foi marcada por dois fatos bem diferentes. Um deles foi a repercussão da pesquisa eleitoral que coloca o prefeito Gustavo Fruet (PDT) em maus lençóis para 2016. A outra foi a presença do próprio Fruet no plenário.

Os efeitos dos dois fatos também foram bem diferentes. A pesquisa levou os vereadores a discutirem entre si e gerou frases de efeito duras contra o prefeito Gustavo Fruet. No momento em que Fruet pisou no plenário, por outro lado, o clima foi de grande harmonia.

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Na parte das críticas, o vereador Chico do Uberaba (PMN), por exemplo, jogou duro com o prefeito. Disse que Fruet “está despencando”,  e afirmou que isso se deve a erros da própria gestão.
“O prefeito ficou de mexer no secretariado, mas não o fez. Está aí o resultado. ‘Ô dó’ de quem mora à beira do Canal Belém. As ruas do Uberaba têm 50 tons de cinza, parecem colcha de retalhos, e não é por falta de pedir.”

Quem assumiu a defesa de Fruet foi Pier Petruzziello (PTB). O vereador disse que, apesar de haver problemas, pelo menos Fruet é ético e não há problemas de conduta em sua gestão. Mas não ficou por isso. Valdemir Soares (PRB), que assim como Chico do Uberaba se tornou “dissidente” no fim do ano passado, afirmou que não dá para “jogar a ineficiência da gestão na conta do bom caráter do Gustavo Fruet. Bom caráter é obrigação”, disse.

No entanto, segundo quem participou da sessão, a disputa toda entre situacionistas, oposicionistas e os ditos “independentes” acabou quando Fruet entrou na Câmara para discutir o novo Plano Diretor da cidade. “Parece que a presença do prefeito teve um efeito tranquilizante sobre os vereadores, especialmente sobre aqueles mais gritalhões que andam reclamando dele o tempo todo. Ficaram todos mansinhos”, disse um vereador.