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Gasolina - equador
O liberal Guillermo Lasso, presidente do Equador, congelou na sexta-feira (22) o preço do diesel e da gasolina, que custa quase a metade do preço no Brasil.| Foto: José Jácome/EFE

Pouco mais de 40 anos atrás, o Brasil produzia cerca de 200 mil barris de petróleo por dia, quantidade menor que do Equador, Argentina e Venezuela. Hoje, a produção brasileira é a maior da América Latina e o país está entre os 10 maiores produtores do mundo. Apesar do sucesso na extração de petróleo, a gasolina vendida no Brasil é uma das mais caras entre países latino-americanos e também na comparação com os países do ranking ‘top 10’ de produtores.

Entre os sul-americanos, a gasolina vendida ao consumidor brasileiro, em dólar, só é mais barata que a do Chile e do Uruguai, países que não tem produção significativa de petróleo. Todos os outros vizinhos vendem gasolina mais barata, incluindo Argentina e Paraguai.

O Uruguai é o país com a gasolina mais cara da América Latina. Os uruguaios pagam até US$ 1,61 por um litro – cerca de R$ 9 no câmbio oficial. A mais barata da região é a da Venezuela, que é subsidiada pelo governo. Os venezuelanos pagam apenas R$ 0,23 pelo litro de gasolina, mas atualmente o país sofre com escassez e racionamento, apesar de deter a maior reserva de petróleo do mundo.

No ranking dos 10 maiores produtores do mundo, o Brasil só ganha da China e do Canadá, este último com renda per capita quase sete vezes maior que a do Brasil. Os EUA, com renda per capita quase 10 vezes maior que a do Brasil, vendem gasolina mais barata que a fornecida aos brasileiros. A Rússia, país em desenvolvimento e que integra os Brics, vende gasolina ao consumidor por menos de R$ 4.

O preço da gasolina no Brasil atualmente está próximo da média mundial. De acordo com a plataforma Global Petrol Prices, que pesquisa preços de combustíveis em mais de 150 países, a média mundial do preço da gasolina hoje está em US$ 1,22 (cerca de R$ 6,80). “Os países mais ricos têm preços mais altos e os mais pobres e os países produtores e exportadores de petróleo têm preços consideravelmente mais baixos”, avalia a Global Petrol Prices.

O comparativo mostra que não corresponde aos fatos o argumento do governo brasileiro de que os preços dos combustíveis ao consumidor estão globalizados e são iguais em todo o mundo. O valor no mercado internacional é o mesmo, está globalizado, mas o preço na bomba é diferente entre os países. A variação depende da política de cada governo, das condições de refino, dos impostos e dos subsídios.

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