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Nos últimos anos, mais e mais vozes ecoaram em defesa da descriminalização da “marijuana”. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos que abraçaram de vez a causa do “baseado”.
“O modelo repressivo implicou o desperdício de recursos públicos inestimáveis, que pouco resultado proporcionou para a segurança e a saúde públicas”, escreveu FHC.

Outro que saiu em defesa da erva foi o presidente dos EUA, Barack Obama. “Eu vejo isso (fumar maconha) como um mau hábito e um vício. Mas não acho que seja mais perigoso que o álcool”, destacou em artigo publicado na revista New Yorker.

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Bem antes disso, o presidente do Uruguai, José Mujica, fez fama pelo mundo ao defender o monopólio do Estado na produção e comercialização da Cannabis.

A erva maldita, erva do diabo, durante muito tempo foi um tabu. E inspirava muita fantasia. Havia até aquela história de que ladrão soprava maconha no rosto das pessoas para deixá-las abobadas e, assim, roubá-las.

As manifestações de autoridades ajudam a desmistificar o debate sobre um problema que afeta milhões de pessoas. Os fumantes de maconha estão em todos os lugares: nos shows ao ar livre, nos parques, nas ruas, nos bancos de praça, nos quartos de suas casas, nos carros, na praia.

O que não se discute com sobriedade são os problemas de saúde causados pelo uso de maconha. Como disse Obama, maconha é tão prejudicial quanto álcool e cigarro. Logo, não há justificativa para defender a erva.

Cannabis não é composta apenas de tetrahidrocanabinol (THC). A planta tem 400 substâncias. Canabidiol (CBD), canabinol (CBN) e tetrahidrocanabivarin (THCV) são alguns dos outros “venenos” consumidos por quem fuma maconha.

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Todo adulto deve ter o direito de decidir o que consumir, mas não se pode esquecer que o mundo é composto por crianças e adolescentes, que ainda não têm discernimento do que faz mal e do que faz bem para a saúde. Isso sem falar em determinadas restrições, como dirigir sob o efeito de drogas, pilotar aviões, operar máquinas e equipamentos e muitas outras atividades que oferecem risco. Outro agravante: tráfico não pode ser entendido como consumo.

Você se submeteria a uma cirurgia com um médico que estivesse drogado ou alcoolizado? Você aceitaria ser julgado por um juiz que tivesse fumado maconha, cheirado cocaína ou ingerido bebida alcoólica?

Milhões de pessoas morrem com câncer de pulmão, laringe, faringe, esôfago, doenças no fígado, nos rins. Há débeis alucinados por toda parte, bêbados ao volante, neuróticos e paranóicos sob o efeito de entorpecentes. Trapos humanos desesperados por um gole, uma picada, um trago, uma cheirada.

Uma multidão de jovens cai na indigência e apodrece na sarjeta em troca de um momento fugaz causado pelo efeito de substâncias fabricadas nos laboratórios e nas plantações daqueles que ganham muito dinheiro com a desgraça dos outros. E agora o Estado quer faturar um pouco mais com impostos de drogas até então ilícitas.

Descriminalização da maconha é uma coisa, defender e fazer apologia do uso é outra. A defesa do consumo é maléfica socialmente porque prejudica a saúde do indivíduo e, como consequência, traz doença para toda a sociedade.

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Imagine! Daqui a pouco vão liberar a propaganda de maconha na tevê, nos jornais, nas revistas, na web, nos outdoors. Teremos até marcas famosas, como Marlboro, Jack Daniel’s, Prozac e tantas outras.

Hoje se usa drogas de todos os tipos imagináveis. Drogas sintéticas, crack, cocaína, heroína, ópio. Pobre cheira cola, éter. A esse rol somam-se as drogas de farmácias, calmantes para todos os males, comprimidos para dormir e para ficar acordado, para tirar o apetite. Pesquisam-se drogas para dor de cotovelo, mau humor, tristeza, solidão e vadiagem.

Todos os dias inventam novas drogas, lícitas e ilícitas. Só não fabricam drogas para combater a corrupção, o mal que está dentro de certas pessoas, a falsidade e as más intenções.

O mundo se transformou numa droga.