Fotos: Magnolia Produções Culturais e Ombu arte e cultura| Foto:
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Ela era filha de uma lavadeira que havia sido escrava, órfã de pai, passou a infância na pobreza e se formou no magistério pela Escola Normal Catarinense. Era defensora da educação para todos e da igualdade racial e de gênero. Além de professora, publicou crônicas nos principais jornais de Florianópolis entre 1929 e 1952. Criou, ainda, o jornal A Semana e dirigiu o periódico Vida Ilhoa, em Florianópolis. Vítima de perseguição política e muito doente, morreu aos 50 anos de idade, na pobreza.

Esses são alguns episódios da vida de Antonieta de Barros, considerada a primeira mulher negra a se eleger deputada. Ela foi eleita em 1935, apenas três anos depois de as mulheres terem obtido o direito ao voto no Brasil, para ocupar uma vaga no legislativo estadual de Santa Catarina.

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A mãe de Antonieta, escrava liberta, trabalhou como doméstica na casa do político Vidal Ramos, pai de Nereu Ramos, que viria a ser vice-presidente do Senado e chegou a assumir por dois meses a Presidência da República.

A história da primeira deputada negra do Brasil, agora, poderá chegar às escolas. A cineasta Flávia Person lançou uma campanha para arrecadar dinheiro para a produção e distribuição de mil cópias do curta-metragem, de 14 minutos, que produziu sobre a vida de Antonieta. O projeto prevê enviar cópias para escolas públicas, bibliotecas e universidades de todo o país para que os estudantes possam saber mais sobre a luta de Antonieta.

Flávia teve o primeiro contato com a história da personagem na Casa da Memória, em Santa Catarina. O curta é produto de uma pesquisa que durou um ano e meio e contou com o apoio do historiador Fausto Douglas Correa Junior.

Trechos de crônicas de Antonieta de Barros:

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“Ides ensinar pequeninos. Ensinai-os, pelo exemplo, a ser bons, sem ser tímidos; a ter a coragem da lealdade, sem ser indelicados; a ser valentes, na defesa da própria felicidade e na do próximo, sem a estreiteza do egoísmo. Não deixeis que a raça, a cor, a fortuna e todos esses ridículos nadas em que se perdem, muitas vezes, as criaturas, sejam traços de distinção entre os pequeninos.”

 

“Educar é ensinar os outros a viver; é iluminar caminhos alheios; é amparar debilitados, transformando-os em fortes; é mostrar as veredas, apontar as escaladas, possibilitando avançar, sem muletas e sem tropeços.”

 

 

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Para doar:
www.benfeitoria.com/antonieta