Escultura criada pelo artista sueco Carl Fredrik Reuterswärd contra a violência. Foto - ONU| Foto:

Recursos gastos na “indústria da violência” poderiam ser usados para saúde, educação e moradia, além de outras áreas para a melhoria da qualidade de vida

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Se a conta da violência fosse dividida igualmente para todos os habitantes do planeta – seja criança, jovem, adulto ou idoso – cada um teria de pagar R$ 17 por dia. A conclusão é do estudo do Instituto para a Economia e a Paz (IEP), feito para quantificar os prejuízos causados pelas ações relacionadas à violência no mundo. O impacto econômico na economia global em 2016, de acordo com o levantamento, foi de US$ 14,3 trilhões, o equivalente a 12,6% da atividade econômica mundial (produto mundial bruto). Dividido o montante pela população mundial, a conclusão é que cada pessoa pagou US $ 1.953 no ano passado (cerca de R$ 6.347).

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As economias dos países com índices de paz mais baixos são as que mais sofrem. O custo médio da violência corresponde a 37% do PIB nos dez países menos pacíficos, contra apenas 3% nos dez mais pacíficos. Síria, Iraque e Afeganistão tiveram 67%, 58% e 52% dos seus PIBs, respectivamente, consumidos pela violência.

Os homicídios são o terceiro maior componente dessa conta, com 14%, cerca de US$ 1,9 trilhão. Outras categorias de violência interpessoal, como assaltos violentos e agressões sexuais, tiveram impacto de 3%.

Os pesquisadores ressaltam no estudo que os conflitos armados afetam a atividade econômica através de vários canais, dependendo da escala e intensidade. Conflitos intensos de grande escala, como a guerra civil síria ou do Iraque, tem custos substanciais, levando a um grande número de mortes, deslocamento severo das populações, perda de propriedades e destruição da infraestrutura.

A violência também impõe outros custos, como aumento de gastos relacionados à segurança, redução de investimentos e fuga de capitais. Além disso, há custos indiretos, exemplificados pelo colapso dos serviços governamentais e a inibição das atividades privadas.

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