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As investigações da Polícia Federal indicam que Daniel Vorcaro, o “banqueiro” do Master, tinha o projeto de se aproximar de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ) com o intuito de garantir quase R$ 10 bilhões em créditos sub judice. Ele pagou perto de R$ 1 bilhão por papéis podres que chegam a R$ 9 bilhões os quais as usinas falidas cobram da União por políticas de controle de preços de açúcar e álcool nos anos 80.
A aposta era arriscada demais para perder o dinheiro. Então Vorcaro, conforme mensagens expostas pela PF, fez um approach por whatsapp com diferentes pessoas ligadas aos ministros do Judiciário, como filhos e esposas. Em alguns casos diretamente com os próprios ministros. Seu maior projeto era controlar o Judiciário para garantir sentenças favoráveis sobre esses recebíveis.
Brasil da pizza
Dois expoentes do mercado financeiro de São Paulo consultados pela Coluna nesta semana dão a sentença de como vai o termômetro do dinheiro diante da crise no STF: “Vai dar em nada”, resumem, sobre o futuro de Alexandre de Moraes.
Radiografia da crise
A plataforma Taboola monitorou na internet a novela do STF na terça-feira. O termo “STF” atingiu 17 milhões de pageviews (+128%); o nome de Daniel Vorcaro somou 11 milhões de acessos (+143%); a busca/interesse por Andrei Rodrigues (DG da PF) registrou disparada impressionante de +5.528% (2 milhões de pageviews); ministros como Edson Fachin (+779%) e André Mendonça (+460%) lideram picos de audiência.
Identidade digital
A identidade digital se tornou o foco da defesa cibernética das organizações, aponta o Think Ahead Report 2026, da SEK. 71% dos acessos iniciais em incidentes no último ano foram via identidades comprometidas, superando vulnerabilidades técnicas. O tempo médio entre acesso e a movimentação lateral caiu para 29 minutos (queda de 65% em relação ao ano anterior), segundo o CrowdStrike 2026 Global Threat Report.
Alagoanos de sorte
Uma estatística curiosa chamou a atenção ontem quando a Caixa divulgou a lista de cidades onde houve bilhetes premiados da Lotofácil da Independência. Maceió liderou os prêmios nacionais: foram 20 bilhetes da capital com 14 pontos acertados (do total de 15), em 17 lotéricas diferentes – e outros 3 foram por canais eletrônicos. Cada um levou R$ 2.762,74. Ao todo no país foram 8.978 apostas que acertaram 14 pontos.
Ponto Final
O Brasil é o país onde os gestores públicos trocam o “vou chegar lá e fazer diferente” por “agora é a minha vez”.
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

Leandro Mazzini é jornalista desde 1996. É graduado pela FACHA-Rio e pós-graduado em Ciência Política na UnB. Foi colunista do Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Revista Isto É, Portais iG e UOL. Apresentou programas na Rede Vida de TV (2010 a 2014) e na Band TV Rio (2023 a 2025). Edita a Coluna Esplanada com equipes de Brasília, Rio e SP, reproduzida em jornais de todas as capitais. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.




