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Exatamente quatro anos após a polêmica reunião que resultou na inelegibilidade de Jair Bolsonaro, na qual falou para embaixadores de vários países sobre as urnas eletrônicas, outro Bolsonaro, Flávio, agora se reuniu com o grupo em cenário bastante distinto. O pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) palestrou ontem para mais de 50 diplomatas – entre eles mais de 40 embaixadores – de 44 países.
No encontro promovido pela Novo Selo Comunicação & The Brazilian Report, no Hotel Brasília Palace, Flávio lançou o mote “tesouraço” que deve levar à campanha eleitoral para tirar a pecha imposta pelos petistas de que ele tem a ver com o “tarifaço” de Donald Trump a produtos brasileiros.
“O Brasil é tarifado por EUA, China, União Europeia por causa da incompetência do atual governo”, acusou, ressaltando que, a seu ver, o país sofre sanções por causa da ideologia de esquerda do presidente Lula da Silva (PT), seu principal concorrente na iminente eleição. Disse que, se vencer, vai aplicar o tesouraço.
“Vamos reduzir drasticamente a quantidade de ministérios. Um ‘tesouraço’, revogando portarias e normas administrativas que dificultam a vida no Brasil hoje. E aumentar a receita sem aumentar impostos, com gestão moderna, auxílio de IA, e criar mecanismos que impeçam gastos em excesso e corrupção”, explicou Flávio.
Minas
Vittorio Medioli (PL), ex-prefeito de Betim e conhecido como o Rei das Cegonheiras (maior transportador de carros novos do país, cresceu com a ascensão da Fiat em Minas) articula para ser candidato da direta ao governo, como citamos. Mas nos bastidores o que se diz é que ele faz pressão para ser candidato ao Senado na chapa do sucessor de Romeu Zema, Mateus Simões, que disputará o governo pelo PSD.
Perdimento na estrada
13 anos depois de o Congresso aprovar a Lei do Perdimento, ela entrará em vigor mês que vem com a regulamentação. Vem a ser a perda de bens (veículos, em especial) para a Receita em caso de contrabando, descaminho ou fraude fiscal. O que mais pesa é para os caminhoneiros. A turma do volante já sabe que a ANTT vai mandar para a estrada mais 700 fiscais nos próximos anos, e com mais viaturas e postos.
Avianca
Congressistas receberam um e-mail de um ex-comissário de bordo da Avianca Brasil, que entrou em colapso em 2019 e teve falência decretada em 2020. O texto pede ajuda e atenção especial ao processo que tramita na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e lembra que há patrimônio suficiente para que paguem indenizações e acertos trabalhistas. A administradora da massa falida é a Alvarez & Marsal. Centenas de ex-funcionários estão na berlinda.
Resseguro
O crescimento do mercado de resseguros no Brasil acompanha a transformação do perfil de riscos da economia, avalia a Fenaber. Dados da Susep mostram que os prêmios cedidos ao resseguro somaram R$ 12,19 bilhões entre janeiro e maio de 2026, mantendo a expansão do mercado. Ao distribuir parte das exposições entre resseguradoras, o setor amplia sua capacidade de assumir novos riscos e oferecer coberturas especiais.

Leandro Mazzini é jornalista desde 1996. É graduado pela FACHA-Rio e pós-graduado em Ciência Política na UnB. Foi colunista do Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Revista Isto É, Portais iG e UOL. Apresentou programas na Rede Vida de TV (2010 a 2014) e na Band TV Rio (2023 a 2025). Edita a Coluna Esplanada com equipes de Brasília, Rio e SP, reproduzida em jornais de todas as capitais. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.




