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O governo do Paraguai atraiu tantas multinacionais brasileiras, argentinas e europeias que está sem energia para entregar às novas plantas. Pedidos pendentes da indústria a ser instalada no Paraguai chegam a 6.300 MW. Isso é mais do que a Usina Itaipu entrega para o país. O caso foi manchete do Última Hora de Assunção no sábado. A Coluna revelou há meses que o governo hermano tem atraído grandes empresários brasileiros, os presenteando com cidadania e facilitando instalações, onde a carga tributária chega no máximo a 15%.
Além de marcas tradicionais já com filiais no país vizinho, mais de 300 empresas daqui, de todos os portes, avaliam operar no Paraguai de olho no eixo Chile-China via Rota Bioceânica por terra. Eis o maior desafio hoje: A trava do crescimento está na demanda de energia. O governo do Paraguai já avalia internamente rediscutir com o do Brasil o contrato de distribuição da usina binacional.
Jair Bolsonaro nas urnas
O jovem Renan Jair, vereador em Balneário Camboriú (SC), resolveu omitir o 1º nome na urna e aposta forte na eleição para deputado federal como homônimo do pai: se lançou descaradamente como Jair Bolsonaro. Aliás, o clã, por ora, é a família que mais tem gente disputando cargos este ano. Tem Flávio (à Presidência), Carlos (ao Senado por SC), Jair Renan e a mãe dos três mais velhos, Rogéria, a federal pelo Rio.
Sobre Rodas
O MinC avisou à Coluna que os R$ 6 milhões para o “Cultura sobre Rodas”, liberado pela pasta, vieram de emenda impositiva do deputado federal Murillo Gouvea (PSDB-RJ). A verba cairá na conta do Instituto Nacional de Políticas Públicas (INPP), entidade privada. O projeto visa “formação técnica e capacitação em produção audiovisual, além da realização de sessões de cinema”.
Abin na linha
Entidades ligadas à Agência Brasileira de Inteligência estão com expectativas em alta, sobre acordo costurado entre os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS) e o presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP) para a votação do Marco Legal da Inteligência (PL 6.423/25). Todas as grandes democracias têm leis detalhadas de inteligência. O Brasil tem uma lei de 1999 que criou órgãos, mas não criou regras.
Roraima
Hélio Negão, que migrou do Rio, chegou a Roraima como candidato ao Senado com uma gafe de Magno Malta – que telefonou em viva voz do palanque da convenção do PL para Flávio Bolsonaro. O presidenciável anunciou a esposa do senador Hiran Gonçalves (PP), Gerlane Baccarin, como a vice de Artur Henrique (PL) candidato ao governo e este escolheu Aroldo Cathedral (Novo).

Leandro Mazzini é jornalista desde 1996. É graduado pela FACHA-Rio e pós-graduado em Ciência Política na UnB. Foi colunista do Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Revista Isto É, Portais iG e UOL. Apresentou programas na Rede Vida de TV (2010 a 2014) e na Band TV Rio (2023 a 2025). Edita a Coluna Esplanada com equipes de Brasília, Rio e SP, reproduzida em jornais de todas as capitais. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.




