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Jair Bolsonaro questionou a legitimidade e segurança das urnas eletrônicas, e foi duramente castigado por isso. Mas agora é o presidente Lula da Silva (PT) quem queima a língua a 20 dias da eleição. Repercutiu muito mal no Tribunal Superior Eleitoral – das hostes aos ministros, dos técnicos aos juízes auxiliares – a fala do presidente, há dias, em Teresina, citando risco de “falcatrua” na eleição e cobrando lisura no procedimento.
Piauí é a terra natal do ministro presidente do TSE, Kássio Nunes – indicado por Bolsonaro. Até ontem, não há registro de que nenhum presidente vá enviar comitivas para acompanhar a eleição no Brasil – tampouco os Estados Unidos, a quem Lula sugere que pode influenciar no pleito. O TSE confirma que pelo menos sete organizações internacionais de renome vão acompanhar em Brasília a totalização das urnas, entre elas comitivas da OEA, Parlasul e União Europeia.
Nada de temas complicados
Por falar em Lula, a poucas semanas das eleições, o presidente dosa sua agenda por cálculo eleitoral, explorando temas como a taxação das blusinhas e o fim da escala 6x1, mas evitando desgaste com temas espinhosos. Segue fora da pauta de Lula, para citar um caso, a dragagem do Rio Tapajós na região Norte, autorizada pela Marinha e pela SEMAS, paga pelo setor privado para manter a navegabilidade do Arco Norte e conter o custo do frete.
Mais mercado para a carne
Organizada pelo Ministério da Agricultura, a auditoria presencial realizada pela autoridade sanitária da Indonésia, ocorrida entre junho e julho, habilitou 21 frigoríficos brasileiros para exportação de carne e miúdos bovinos para o país asiático. O total de estabelecimentos autorizados a atender os indonésios saltou de 52 para 73. Os novos liberados para a exportação são do AC, GO, MT, MS, PA, PE, RS, RO, SP e TO.
Aldeia Maracanã
Deve ser desfeita a promessa de compra e venda do terreno da Aldeia Maracanã (ao lado do estádio), antigo Museu do Índio, realizada em 2013 entre a Conab – detentora do espaço – e o governo do Rio de Janeiro. O acordo previa pagamento de R$ 60 milhões pelo Estado, que quitou pequena parte do valor. Em posse da União, a intenção é transformar a Aldeia em reserva indígena. Lá vivem 14 famílias de diferentes etnias.
CEOsTur
O Brasil deve movimentar US$ 35,8 bilhões em viagens corporativas em 2026, crescimento de 13,8% em relação ao ano anterior, segundo a Global Business Travel Association (GBTA), e será tema do Academia Flow Summit, no dia 18/9, no Fairmont Copacabana (RJ). O encontro reúne especialistas para discutir como a IA, as estratégias e os fatores humanos estão redesenhando o setor. Inscrições no site academiaflowsummit.com.br.
Ponto final
A grande verdade sobre o STF é que os ministros perderam a vergonha na cara. Não admitem erros, não abrem mão de cargos e benesses, e apontam culpados para todos os lados, menos dedos para a própria consciência. E a culpa vai sobrar para a sociedade que cobra a moralidade. Aguardem.
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

Leandro Mazzini é jornalista desde 1996. É graduado pela FACHA-Rio e pós-graduado em Ciência Política na UnB. Foi colunista do Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Revista Isto É, Portais iG e UOL. Apresentou programas na Rede Vida de TV (2010 a 2014) e na Band TV Rio (2023 a 2025). Edita a Coluna Esplanada com equipes de Brasília, Rio e SP, reproduzida em jornais de todas as capitais. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.




