Curiosa, a Argentina. Fui três vezes a Buenos Aires na última década e a impressão que tive é que eles sempre vão um pouco mais para o buraco. Enquanto isso, mesmo aos trancos e barrancos, nós melhoramos.
Curiosa também é a decisão de Dilma Rousseff de começar sua trajetória internacional como presidente pela Argentina. Poderia ser pelos Estados Unidos, pela Europa, convites não faltaram, mas ela preferiu encontrar-se com Cristina Kirchner, o que deve ocorrer no dia 31.
A estratégia faz sentido. À primeira vista, Dilma não faz muita questão de ser uma popstar da política internacional. Quer ter voz ativa, mas não deve comportar-se como um para-raio de problemas.
A escolha por Buenos Aires não é lá das mais glamorosas, mas é um afago aos argentinos e uma opção simbólica pelo fortalecimento da imagem política feminina. E, longe do papo furado do universo futebolístico, a verdade é que um país depende do outro – e muito.
Manter um relacionamento saudável com os vizinhos é fundamental para um país que quer ser uma potência mundial, como o Brasil. Como dizem os diplomatas, não dá para ser uma ilha de prosperidade cercada por um mar de países problemáticos.
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