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Borba Gato foi a vítima da vez, o alvo mais recente da militância esquerdista raivosa. Todo mundo já sabe o que aconteceu com a estátua do bandeirante, em São Paulo, na última manifestação da esquerda, no sábado (24). E a essa altura também não é novidade que o responsável pelo ato de vandalismo, o motoboy Paulo Galo, foi localizado e preso.

Decidi comentar essa história com alguns dias de atraso por um único motivo: o que Galo disse ao ser entrevistado na chegada à delegacia. O entregador se fez de vítima, alegando que não machucou ninguém, ao contrário do "genocida e abusador de mulheres" Borba Gato. E que seu ato tinha como objetivo "abrir um debate" sobre figuras homenageadas publicamente.

Achei oportuno debater não só para corrigir o erro propagado pela sua óbvia ignorância histórica, mas também para escancarar o extremismo ideológico e a sanha destruidora da esquerda brasileira, que tenta impor suas ideias à força, desde que perdeu o poder. Prova disso é que está ficando cada vez mais violenta.

Se há algo de bom nesses atos terroristas é que a esquerda está conseguindo o feito de perder parte considerável do apoio popular que ainda restava, graças a esse radicalismo criminoso.

Extremismo ideológico e ignorância histórica

Vamos ao debate, então, começando pelo vandalismo, pela destruição de patrimônio público e privado a troco de nada, apenas para tentar dar visibilidade a uma ideologia barata: “não” ao capitalismo ou ao patriarcado opressor, esse tipo de discurso vazio.

Precisamos escancarar esses que xingam os outros o tempo todo, são violentos, agressivos, raivosos. Mentem, caluniam, difamam e até agridem. E ainda saem se vendendo como bons moços, empáticos e altruístas, acusando quem não tem as mesmas ideias, muito menos as mesmas práticas, de espalhar ódio ou notícias falsas.

Chamam os outros de propagadores de discursos de ódio e de fake news para tentar disfarçar o que eles mesmos são e suas próprias atitudes.

A fala do vândalo acerca do bandeirante Borba Gato, de que ele foi um genocida e agressor de mulheres, demonstra uma completa ignorância da História. Este bandeirante, em específico, não era dos que se embrenhavam na mata para conquistar território, guerreavam, prendiam e escravizavam índios, isso quando não matavam.

Borba Gato estava entre os exploradores das minas gerais, buscava pedras preciosas. Viveu atrás de esmeraldas, morreu com turmalinas nas mãos. A história registra um assassinato que teria sido cometido pelo bandeirante, mas não foi de índio nem de mulher e sim, de um representante do rei de Portugal, um cobrador de impostos.

Por ter cometido esse crime ele teria passado 15 anos escondido na floresta, morando com os índios. Era respeitado como se fosse um cacique. E teria voltado a São Paulo depois de absolvido da acusação de homicídio pela Justiça da época.

Não há registro de agressão a mulheres. Ainda que na época em que ele viveu (século XVII) houvesse muita violência, não é possível confirmar o que o vândalo Paulo Galo afirmou.

Esse está mais para rebelde sem causa ou pau mandado de alguém que, como ele, deve ignorar a História, além de ser autoritário e agressivo. A polícia há de descobrir quem bancou aquele monte de pneus e os panfletos que foram distribuídos por São Paulo na véspera, com fake news a respeito de Borba Gato e prenunciando o crime.

Destaco outro aspecto, além da ignorância histórica desses vândalos e da sanha destruidora de patrimônio público (prova de que nunca se preocupam com o coletivo, só com o próprio projeto de poder). Chega a dar preguiça, mas é necessário expor a sempre presente revolta seletiva.

Borba Gato genocida e Stalin e Guevara, ídolos?

Esperneiam contra Borba Gato, ou contra os bandeirantes em geral, mas consideram quase como deuses figuras como Stalin, Mao Tsé Tung e Fidel Castro - notórios assassinos em massa, esses sim, genocidas. E também Nicolás Maduro, que está seguindo os passos dos comunistas russos e chineses e matando a própria população de fome, além de prender e desaparecer com adversários políticos.

Idolatram Che Guevara como se fosse um herói. Estampam seu rosto em camisetas, broches e bolsas e vestem com orgulho como se carregassem a imagem de um astro do rock, quando ele, sim, era um agressor contumaz não só de mulheres, mas também de homossexuais.

Che fuzilava pessoas sem dó nem piedade, na frente de crianças, inclusive. Borba Gato não foi santo, mas não foi genocida. E é um personagem do século XVII, que não pode ser julgado com a mentalidade do século XXI, como dizem os próprios historiadores.

Aliás, para os que adoram sair por aí repetindo narrativas da esquerda e mais uma vez defenderam os vândalos, alegando que eles estavam combatendo um fascista… Borba Gato nasceu em 1649 e morreu em 1718. O fascismo é do século XX, surgiu em 1919 na Itália, 201 anos depois da morte do bandeirante agora crucificado pelos justiceiros de araque.

Quase tão reprovável quanto o ato de colocar fogo num monumento histórico, como fez o motoboy Paulo Galo e sua turma da “revolução periférica” (movimento curtido por famosos nas redes sociais e exaltado por políticos do PT e do PSOL), foi a justificativa que o vândalo-militante deu na hora em que foi preso.

Dizer que só queria “abrir um debate” sobre Borba Gato é minimizar o crime cometido e estimular que outras pessoas o imitem. É como se não houvesse nada de mais em sairmos por aí destruindo tudo de que não gostamos para depois pedir que as pessoas reflitam se não há melhores opções para agradar a todos. Que barbárie é essa?

Debate por vias democráticas

Debate não se faz colocando fogo em estátua, muito menos aplaudindo quem faz isso, como fizeram vários líderes de esquerda, como o deputado Ivan Valente e Guilherme Boulos, ambos do PSOL.

Democracia não se constrói passando a mão na cabeça de vândalos depois que são presos, como fizeram políticos da esquerda mais radical que existe no Brasil (Gleisi Hoffmann, Lula, Sâmia Bonfim e tantos outros).

Se querem discutir como devemos lembrar da colonização do território brasileiro, se deve mesmo haver homenagens em espaços públicos a bandeirantes que cometeram atrocidades contra os índios, não é invadindo e fechando ruas, queimando pneus e vandalizando patrimônio público que vão conseguir.

Deveriam procurar parlamentares, aproveitando que há vários apoiando essa onda de revisionismo histórico. Que procurem vereadores e deputados e proponham audiências públicas, chamem historiadores para ajudar a elaborar listas de heróis que merecem ter estátuas em praças ou ser homenageados com nomes de ruas ou rodovias.

Políticos com mandato podem elaborar e votar propostas para substituir alguns monumentos e transferir determinados símbolos do passado para museus.

Sair às ruas destruindo tudo o que vê pela frente a título de se fazer Justiça histórica não é a maneira civilizada de promover debate algum. Que democracia é essa que a esquerda tem na cabeça?

E não adianta dizer que é de esquerda e que aqueles vândalos não te representam. Será que não? Veja os políticos que saíram em defesa deles. Veja o que falaram sobre os vândalos, como se fossem heróis cometendo “atos simbólicos”.

Teve político que até incentivou grupos antes da manifestação, instigando que fossem para a rua provocar arruaça,caso do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) numa live com o MST. Será que você, que é de esquerda, não ajudou a eleger algum desses políticos que estão aí pregando vandalismo, elogiando atos como o ataque à estátua do Borba Gato e tratando os vândalos como coitadinhos? Reflita.

Esses políticos estão desesperados, porque perderam o poder, os cargos, viram a máquina pública desinflar e viram minguar as verbas que sustentavam os grupos estudantis e sindicais, sempre presentes nas manifestações que terminam em quebra-quebra e pancadaria. Será que não são eles próprios os responsáveis por esvaziar as manifestações da esquerda?

Que os atos pró-Lula ou fora Bolsonaro estão cada vez menores, é fato. E não é porque os esquerdistas estão preocupados em não fazer aglomeração em plena pandemia. Essa é mais uma fake news que espalharam. Eles se aglomeram sim, tanto quanto os outros, que saem para pedir liberdade, voto auditável ou declarar apoio ao presidente.

Também não é só porque os sindicatos estão com menos dinheiro para bancar lanches e cachês e convencer pessoas a irem engrossar o coro esquerdista. Assim como ocorreu com as jornadas de junho de 2013, esvaziadas pelos black-blocs, agora é a militância terrorista que afugenta a turma que ainda se diz de esquerda. Ao que parece poucos estão dispostos a ser confundidos com bandidos disfarçados de mocinhos.

Está faltando respeito às diferenças, ao patrimônio alheio, à História. Direito de se manifestar e liberdade de expressão são uma coisa. Depredação e arruaça são outra, bem diferente. Quem é democrático de verdade, quem prega e vive a democracia, respeita o que não lhe pertence ou o que pertence à coletividade, respeita quem pensa diferente, respeita monumentos construídos com dinheiro público e respeita a História.

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