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A manifestação do dia 7 de setembro, organizada pela população para clamar por liberdade, respeito à Constituição e à vontade popular domina todas as rodas de conversa, seja entre quatro paredes ou no ambiente virtual. Por isso é o tema principal do 9º episódio de Hora do Strike, inserido na análise sobre a guerra entre os Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo.

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O protesto contra abusos, especialmente do STF, TSE e Congresso, vem sendo convocado e divulgado nas redes sociais e em grupos de WhatsApp e Telegram há exatas quatro semanas, desde que as últimas manifestações, no dia 1 de agosto, pelo voto impresso auditável, foram absolutamente ignoradas por parte considerável dos deputados.

Como eles preferiram dar as costas aos eleitores e rejeitar a PEC que traria mais transparência ao sistema eleitoral brasileiro, as pessoas começaram a se articular junto a parentes, vizinhos e amigos para nova manifestação, concentrada na Avenida Paulista, em São Paulo, com o intuito único de pressionar o presidente do Senado Rodrigo Pacheco.

O "alvo" foi escolhido porque depende dele, Rodrigo Pacheco, colocar em votação no Senado outra PEC que trata de voto impresso auditável, aprovada na Câmara dos Deputados na legislatura passada e que até hoje aguarda aprecisação dos senadores. Pra ser votada basta que o presidente do Senado paute a discussão.

De 1º de agosto a 7 de setembro

Os detalhes de tudo o que aconteceu desde as últimas manifestações já foram abordados nos últimos programas, mas vale relembrar.

  1. Primeiro a comissão especial do voto impresso, defigurada por pressão de ministros do STF num claro (e proibido) ativismo político, conseguiu maioria e rejeitou o projeto;
  2. Em seguida, o presidente da Câmara, Arthur Lira, tentou fazer parecer que os deputados tinham ouvido as ruas e pautou a votação da PEC para o plenário, mesmo após a derrota na comissão especial. O problema foi ter feito a votação de forma apressada, sem dar chance para que o assunto fosse amplamente discutido. Resultado: a PEC teve maioria de votos, mas não passou, porque não atingiu os 2/3 exigidos para uma proposta de alteração da Constituição entrar em vigor;
  3. Sem ter conseguido provar qualquer irregularidade envolvendo o governo federal na atuação durante a pandemia, a CPI da Covid voltou a artilharia contra a imprensa e formadores de opinião (todos conservadores). Jovem Pan, Brasil Paralelo, vários sites de notícias de linha editorial de direita e jornalistas independentes foram alvo de pedidos de quebra de sigilo bancário, algo absolutamente desconectado do escopo de investigação da CPI;
  4. Na sequência, o TSE extrapolou sua alçada eleitoral e resolveu interferir no contrato de uma empresa privada (YouTube) com seus clientes (produtores de conteúdo em vídeo): simplesmente determinou a desmonetização de canais conservadores, numa clara tentativa de asfixiar vozes que ousaram questionar a vulnerabilidade das urnas eletrônicas ou a falta de transparência na auditagem;
  5. Por fim, o STF voltou à ativa com decisões arbitrárias, autorizando busca e apreensão de documentos e equipamentos de uso pessoal do cantor Sérgio Reis e do deputado Otoni de Paula (PSC-RJ), além do bloqueio de suas redes sociais. O motivo para descer a mão forte do Estado sobre dois cidadãos sem ficha policial foi a convocação para a manifestação.

Sérgio Reis e a manifestação em Brasília

Aqui cabe um à parte. Quando Sérgio Reis foi alvo de operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, veio à tona que também haveria manifestação em Brasília. O cantor, de 81 anos, ex-deputado e ligado ao agronegócio, seria um dos articuladores (o que não é proibido).

Ocorre que Sérgio Reis gravou um áudio para um amigo e um vídeo para grupos de caminhoneiros, que vazaram para redes sociais. No vídeo ele cometia o "crime" de sugerir que os caminhoneiros participassem da manifestação do dia 7 para "para salvar o país".

Mesmo afirmando que a manifestação será "de paz", o ministro Alexandre de Moraes achou muito perigosa a frase "eles vão se assustar com o movimento".

O áudio era mais exaltado. Na conversa particular com um amigo Sérgio Reis defendia o afastamento dos ministros do STF e dizia que “se em 30 dias não tirarem os caras nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra. Pronto. É assim que vai ser. E a coisa tá séria”.

A maior parte da população viu nisso algo normal, o tipo de desabafo que se faz para um amigo, de alguém cansado de ver tantas decisões inconstitucionais partindo do Supremo, justamente a instituição que deveria zelar pelo respeito à Contituição.

Mas o cantor, de 81 anos, foi considerado muito perigoso, teve redes sociais bloqueadas e está impedido de participar da manifestação ou mesmo de se aproximar da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Manifestação por liberdade

É por essas e outras que em 7 de setembro centenas de milhares de brasileiros, quiçá milhões, prometem ir para a a esplanada dos Minsitérios, em Brasília; a avenida Paulista, em São Paulo: ou para as ruas da cidade onde moram mesmo gritar por liberdade, por respeito às leis, pela democracia, por voto impresso auditável, eleições confiáveis e apuração transparente.

É uma manifestação clara por mais respeito ao eleitor e respeito ao primeiro da Constituição, que diz que "todo o poder emana do povo". Por que ministros do STF, políticos de esquerda e até os ditos "de centro" insistem em classificar a manifestação de 7 de setembro como antidemocrática?

Por que insistem em minimizar e até difamar o movimento? Por que a pauta por liberdade incomoda tanto? O que há de errado em brasileiros exigirem o cumprimento da Constituição e pedirem o impeachment de ministros do STF que não respeitam a Constituição, da qual deveriam ser os mairoes defensores?

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