Deputado federal Sandro Alex (PSD-PR). Foto: Antonio Augusto/Arquivo Câmara dos Deputados| Foto:

Dos 30 deputados federais do Paraná, mais da metade ajudou a enterrar a denúncia contra o presidente Temer por crime de corrupção passiva, na quarta-feira (2). Foram 16 votos pró-Temer, excluindo o de Reinhold Stephanes (PSD), que chegou atrasado, mas, ainda assim, foi ao microfone do plenário para informar que defendia o arquivamento do caso.

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Mas, apesar do placar favorável, o Planalto também registrou “traições” na bancada paranaense, levando em consideração a orientação partidária sobre o tema. A começar por Osmar Serraglio (PMDB), ex-ministro na gestão Temer, que nem apareceu no plenário para votar.

A posição de outros três parlamentares também pode ter incomodado o Planalto. Christiane Yared (PR), Fernando Francischini (SD) e Sandro Alex (PSD) desobedeceram a orientação dos seus próprios partidos políticos na hora de votar contra o presidente Temer, e a favor do prosseguimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Yared não costuma mesmo seguir orientação partidária. Já foi na contramão da sigla em outras situações, como na votação da reforma trabalhista. Ela costuma dizer que tem liberdade para votar de acordo com a sua consciência e que a legenda não a pune por isso. Os outros dois paranaenses do Partido da República (PR), Giacobo e Luiz Nishimori, foram na linha pró-Temer.

Sandro Alex também foi o único paranaense do PSD a se posicionar contra o presidente Temer. Reinhold Stephanes, ainda que com atraso, além de Edmar Arruda e Evandro Roman, saíram em defesa da rejeição da denúncia da PGR.

Questionado pelo blog hoje (4) se já houve algum tipo de represália do PSD ou do Planalto, Sandro Alex negou: “Eu sempre respeitei a orientação partidária em projetos. Esta votação era de avaliação pessoal e comuniquei isto ao ministro Kassab [presidente nacional do PSD]. Ele me deixou à vontade para votar”, respondeu ele.

Embora ainda ligados à base aliada, parlamentares do PSB e do PPS, por exemplo, estavam orientados a votar contra o presidente Temer e, por isso, os paranaenses Rubens Bueno (PPS) e Leopoldo Meyer (PSB) não enfrentarão problemas partidários internos. Assim como Diego Garcia (PHS) e Leandre (PV), que já não pertencem mesmo à bancada de apoio. Nos quatro casos, o Planalto não foi pego de surpresa.

O presidente Temer também não foi surpreendido, claro, com a posição dos quatro paranaenses que formalmente estão na bancada de oposição ao governo federal – Aliel Machado (REDE), Assis do Couto (PDT), além de Enio Verri e Zeca Dirceu, ambos do PT. O grupo marcou presença na votação de quarta-feira (2) e votou pelo prosseguimento da denúncia da PGR, tese que acabou derrotada pelo conjunto do plenário.

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