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“Na arte e no ofício, o talento significa quase nada: enquanto a experiência, adquirida com humildade e trabalho duro, significa tudo.” (Michael Kalanty)

Vinada Cultural – Antonio e seu primeiro emprego…

 

Sábado de sol  lá fomos nós ao Passeio Público comer …Cachorro quente!

Preferimos ir de ônibus porque nas redondezas dificilmente conseguiríamos um lugar para estacionar. Como o parque fica perto de casa, chegamos bem rápido ao nosso destino.

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Era perto das 11 da manhã e o Passeio Público estava cheio!

Nem os organizadores esperavam tanta gente naquele dia!

Enfim, cada um de nós elegeu  seu cachorro quente e escolheu uma barraca para comprar o seu lanche.

Como sou vegetariana, minhas opções eram restritas o que facilitou minha espera de 45 minutos na fila!! Verdade, o evento virou uma febre e tinha muita gente mesmo!!

Passeio em família, domingo ensolarado, reencontrei a Rita, uma amiga e  fomos nos sentar à beira do lago do parque para saborear nossos cachorros quentes enquanto conversávamos e colocávamos os assuntos em dia.

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Antonio “estacionou” num pequeno quiosque bem próximo a nós e resolveu ali ficar para esconder-se do sol e do calor.

Pela demora de sua permanência naquele lugar, pedi ao Alexandre que fosse ver o que estava acontecendo.

Alexandre voltou dando risada e disse-me:

“- Você não vai acreditar, vá dar uma olhada!”

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Onde foi que ele aprendeu a fazer isto? Perguntei-me com espanto! Fiquei bem quieta e observei a uma certa distância para que não me visse.

Antonio atendia a fila de clientes explicando os preços, os produtos que tinha e fazendo o troco direitinho.

Na hora lembrei-me do meu pai. Ele começou a trabalhar aos 11 anos no balcão da  farmácia do “Seu” João Molitor  no Ibiací, um distrito que pertence a Primeiro de Maio e foi onde nasci. Um ofício que aprendeu e com ele nos criou, nos educou, deu-nos uma condição confortável de vida e o exerce até hoje, aos 75 anos.

Um flash, um relâmpago que naquela hora passou pelo meu pensamento e pelo meu coração de mãe orgulhosa pela iniciativa do filho!

Saí discretamente e voltei onde Alexandre e Rita estavam. Perguntei a ele como foi que aconteceu?

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Alexandre contou-me que foi perguntar ao Antonio o que ele estava fazendo ali.

Ele, Antonio, por sua vez, disse ao pai que viu que os donos do quiosque estavam precisando de ajuda e  perguntou se poderia ajudá-los, no que depois eu soube, os donos perguntaram a ele se ele tinha certeza que queria fazer aquilo. E assim foi. E ficou.

Não houve o que demovesse Antonio da sua atividade naquele domingo. Nem mais um passeio pelo parque, nem outro no pedalinho, nem nada!

Por uma ou duas vezes o chamamos para ir embora e ele respondia: “- Só mais um pouquinho!”

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Ao final da tarde, chamamos Antonio mais uma vez para irmos para casa. No que assentiu.

Os donos do quiosque nos agradeceram, elogiaram Antonio por sua iniciativa, o que o fez estufar o peito de satisfação.

No caminho até o ponto de ônibus, Antonio contava com alegria a sua tarde de trabalho e que havia ganhado R$ 30,00! E mais, se tivesse começado bem cedo ganharia R$70,00! E já fazia planos  e organizava seu horário para estar ali cedo no dia seguinte!! Dizia que iria de ônibus, o horário que teria que levantar, que sair de casa para chegar até o Passeio Público!

Um dia que nunca mais Antonio esquecerá. Nem eu, nem seu pai…

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A proposta do DIÁRIO DE ANTONIO é a de um livro virtual.
Você poderá ler os assuntos alternadamente ou acompanhar desde o início capítulo por capítulo.

Nele você poderá consultar o índice e escolher o texto que preferir para leitura

DIÁRIO DE ANTONIO – ÍNDICE 

Você também poderá ler outros textos que publico no blog

sal de açúcar

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