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Quantos de nós têm um professor para se espelhar? Aquela pessoa que, diariamente, validava o seu papel após levantar todas as manhãs, a fim de fazer a diferença na aprendizagem de alguém que, não raro, era um completo estranho.

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Ao ler isso, você deve ter trazido à mente pelo menos um docente da sua formação, ou ao menos alguém que tenha lhe causado uma impressão positiva na sua trajetória. Para essa pessoa, em alguns países, é conferida uma alcunha digna da responsabilidade: mestre.

Hoje, podemos afirmar categoricamente que o professor adicionou ao símbolo de transmissor de conhecimento algo mais amplo: o papel de orientador. Isso tem um porquê que, paradoxalmente, não condiz com o tratamento que lhe é dado no Brasil, atualmente. Cada vez mais pais ou responsáveis atribuem ao educador o dever de ensinar não apenas matemática, português ou geografia, mas, também, noções de ética, cidadania e caráter. É muito para dar conta.

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Mais ainda num contexto em que servidores – sejam eles públicos ou privados – lidam com uma escassez de recursos; contingenciamentos de verbas; desrespeito em sala de aula; ou salários que não fazem jus ao que é exigido, entre outras situações que colocam à prova a chamada “vocação”.

É seguro dizer que dar aula no Brasil é um desafio em escala mundial: segundo a pesquisa Global Teacher Status Index 2018 – realizada pela ONG Varkey Foundation em 35 países – o nosso país é o que menos valoriza o status dos professores na sociedade, atrás de nações como Gana, Indonésia e Argentina. No levantamento, foi constatado ainda que menos de 10% das pessoas acreditavam que os alunos respeitavam seus professores.

No Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro, faz-se necessária a seguinte reflexão: qual a estrutura que, como sociedade, provemos aos detentores do conhecimento? Será que damos o mesmo valor a alguém assim que damos, por exemplo, a estrelas globais ou jogadores de futebol?

Quanto ao cenário atual em sala de aula, uma provocação: hoje é impossível ser professor sem querer aprender, também. Poucas vezes na história da humanidade se viu uma revolução no ensino como a que temos observado nas últimas décadas. Se bem analisadas, para melhor: avanços tecnológicos que potencializam a aquisição de conteúdo por parte dos alunos, diversificam a metodologia, mídias e formas de aprendizado para – ao mesmo tempo – colocar na mão do docente o gerenciamento desse processo, quase como uma espécie de “curador” do que é vital em determinado assunto.

* Texto Escrito por Esther Cristina Pereira – presidente do Sinepe/PR. O Sinepe colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

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