O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estuda uma proposta do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) como alternativa à anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O texto sugere penas mais brandas para os réus de menor participação, mantendo o rigor para os líderes e financiadores. Ao defender a proposta, Alcolumbre afirma que o objetivo é evitar o agravamento das tensões entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, além de destacar que pautas ideológicas não devem pautar o trabalho do Legislativo. A iniciativa recebeu apoio de senadores governistas, como Randolfe Rodrigues e Jaques Wagner, mas enfrentou críticas do líder do PL, que alegou falta de debate prévio sobre o tema.
Pressão sobre Lupi aumenta com revelações sobre o 'Careca do INSS'
O escândalo envolvendo fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revelou um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, com a participação de servidores e intermediários. O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", é apontado pela Polícia Federal como figura central no esquema, tendo movimentado cerca de R$ 53 milhões por meio de empresas ligadas a entidades associativas.
O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, tem sido questionado sobre sua responsabilidade no caso, especialmente por ter indicado Alessandro Stefanutto para a presidência do INSS. Lupi defendeu Stefanutto, destacando sua qualificação técnica, e afirmou que as fraudes são antigas, precedendo sua gestão. Em audiência na Câmara dos Deputados, Lupi mencionou o "Careca do INSS" como um dos mentores do esquema, ressaltando que o lobista atuava no órgão há mais de 15 anos, antes de sua nomeação como ministro.
Oposição protocola pedido de impeachment de Lupi
A oposição ao governo Lula intensificou nesta terça (29) os pedidos pela saída do ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), após a revelação de um esquema de fraude de até R$ 6,3 bilhões contra aposentados e pensionistas do INSS. A senadora Damares Alves protocolou um pedido de impeachment por omissão, afirmando que Lupi ignorou alertas formais sobre os descontos indevidos. Líderes da oposição cobram sua exoneração imediata, acusando o ministro de negligência grave e conivência com as irregularidades. A pressão aumenta sobre o presidente Lula, que, apesar de manter silêncio público, articula nos bastidores. A possível saída de Lupi ameaça a relação já fragilizada do governo com o PDT.
Governo é pressionado a devolver R$ 6 bilhões a aposentados
Após a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela CGU, o governo federal enfrenta pressão para explicar o desvio de pelo menos R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas do INSS, via descontos não autorizados repassados a sindicatos e associações. Segundo o relatório da CGU, os convênios foram firmados sem fiscalização adequada, e cerca de 7,7 milhões de pessoas teriam sido afetadas entre 2016 e setembro de 2024.
O governo anunciou que vai devolver em maio os valores indevidos descontados nos contracheques de abril, mas não há previsão para a devolução dos valores anteriores, que correspondem à maior parte do montante desviado.
Especialistas apontam que o INSS tem responsabilidade direta e que os beneficiários devem ser ressarcidos, com posterior ação do governo contra as entidades envolvidas. A apuração revelou que, em uma amostra analisada, apenas 2% dos entrevistados autorizaram os descontos.
PDT ameaça romper com governo se Lupi for demitido após escândalo no INSS
A bancada do PDT, com 17 deputados, iniciou uma articulação para manter Carlos Lupi no comando do Ministério da Previdência, mesmo após o escândalo de descontos indevidos de até R$ 6,5 bilhões em benefícios do INSS. O partido ameaça sair da base aliada do governo caso Lupi seja demitido. O presidente Lula tem feito cálculos políticos e, por ora, decidiu mantê-lo no cargo, alegando que não há provas concretas contra o ministro.
A crise se intensificou após operação da Polícia Federal e CGU, que revelou fraudes com descontos associativos supostamente não autorizados por aposentados e pensionistas. Lupi chegou a defender o presidente do INSS, que acabou demitido por ordem de Lula. O ministro admitiu que foi alertado sobre as irregularidades em 2023, mas não mandou investigar, alegando que a denúncia não foi formalizada.
Parlamentares da oposição pedem a demissão de Lupi e a instalação de uma CPI na Câmara. Em audiência, o ministro criticou relatório da CGU que apontou fraudes em 97% dos casos analisados e disse agora apoiar uma mudança na lei para impedir novos descontos automáticos a entidades. A permanência de Lupi virou ponto de tensão política: demiti-lo poderia desagradar o PDT e fragilizar ainda mais a base governista no Congresso.
União Brasil e PP oficializam federação com críticas a Lula e projeções para 2026
União Brasil e Progressistas (PP) oficializaram nesta terça-feira (29) uma federação partidária que passa a ter a maior bancada do Congresso Nacional, com 109 deputados e 14 senadores. Apesar de ocuparem quatro ministérios no governo Lula, o lançamento foi marcado por críticas à gestão petista, principalmente à situação econômica e à segurança pública.
A federação apresentou um manifesto propondo um “Choque de Prosperidade”, centrado em reformas econômicas e na modernização do Estado. A aliança garante à nova federação maior tempo de TV e acesso aos fundos partidário e eleitoral. A liderança da federação será inicialmente compartilhada entre Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil).
Durante o evento, o governador Ronaldo Caiado (União-GO) foi lançado como pré-candidato à Presidência, com apoio condicionado a desempenho em pesquisas até março de 2026. Lideranças como ACM Neto e o próprio Ciro Nogueira sugeriram a saída da base governista de Lula, movimento que pode enfrentar resistência interna de aliados mais próximos ao Planalto, como o senador Davi Alcolumbre.
Saiba mais no programa Entrelinhas, que é transmitido ao vivo pelo canal da Gazeta do Povo no YouTube, de segunda a sexta-feira, às 15h. Sob apresentação da jornalista Mariana Braga e Frederico Junkert, o programa oferece análises aprofundadas e entrevistas exclusivas com protagonistas da política nacional, abordando os principais temas que impactam o cenário político brasileiro.
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