No programa Entrelinhas desta segunda-feira (02), os convidados falaram a respeito das extravagantes viagens da primeira-dama Janja. Segundo levantamento, no terceiro mandato de Lula, ela passou 130 dias fora do país, número maior do que o do próprio presidente. Mesmo sem exercer qualquer cargo político, a esposa do petista se encontra com chefes de estado pelo mundo, com o dinheiro do pagador de impostos.
O comentarista Frederico Junkert afirmou que se trata de um "absurdo". Ele descreveu que, apenas em 2023 e 2024, as viagens de Janja custaram uma média de R$ 2 milhões por ano, totalizando cerca de R$ 4 milhões aos cofres públicos, desde o início do governo. "A Janja não tem qualquer cargo público. Esses gastos são completamente inconstitucionais", critica.
Para exercer tais funções, ela deveria assumir um "papel de representatividade", como o de ministra de Estado, avaliou. Segundo ele, desta maneira, Janja teria de "arcar com o ônus de ser ministra, com o escrutínio do Tribunal de Contas da União e do Poder Legislativo fiscalizando os gastos".
A agenda “oculta” da primeira-dama
Em relação à viagem de Janja à China, quando a primeira-dama pediu ao ditador Xi Jinping auxílio na regulamentação das redes sociais, Junkert apontou “intenções ocultas”. "Justamente para que esse tipo de informação não chegue às pessoas", ele opinou, referindo-se aos gastos com viagens.
A jornalista Desirée Peñalba também questionou qual a seria a intenção do Brasil em investir tanto em viagens internacionais da Janja. "Ela acaba fazendo com que o Brasil passe muita vergonha lá fora", criticou.
O Entrelinhas vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 15h, no canal da Gazeta do Povo no YouTube, trazendo os principais temas do cenário político e econômico do país. A apresentação é de Mariana Braga, com comentários de Frederico Junkert, advogado e especialista em direito constitucional.
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