O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) gravou um vídeo, no sábado (29), em um clube de tiro para anunciar que será candidato a prefeito de Campo Grande, rejeitando um acordo entre o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o seu próprio partido, realizado em Brasília sem o seu consentimento. O deputado, que é presidente do Partido Liberal (PL) no Mato Grosso do Sul, disse que “tomou um soco no estômago” ao saber pela imprensa do acordo, enfatizando que este teria sido fechado “com o mesmo grupo em que está a Soraya ‘trambique’ e outros tantos aí”. Soraya Thronicke (Podemos-MS), citada pelo parlamentar, foi eleita ao Senado em 2018 pelo PSL, apoiando o ex-presidente Bolsonaro, mas passou a fazer oposição a ele, sendo presidenciável em 2022 e obtendo 1,27% dos votos válidos naquele ano.
Relembrando que foi aluno de Olavo de Carvalho, Pollon enfatizou ainda que não vota no PSDB, porque o partido seria a “alça da tesoura do PT”, em referência ao “teatro das tesouras” descrito por Olavo, segundono qual os dois partidos, PT e PSDB, por muito tempo fingiram ser oposição um ao outro a fim de defender a mesma proposta socialista com roupagens distintas e se revezarem no poder perpetuamente.
Apesar de afirmar que gostaria de manter seu mandato em Brasília e que não entrou na política por poder, Pollon anunciou: “Vocês queriam um candidato viável do PL, então agora vocês têm. Sou pré-candidato a prefeito de Campo Grande”. Ele mencionou a votação expressiva que obteve na capital do estado quando disputou a eleição para deputado federal em 2022, e disse que “agora a decisão é da executiva nacional”.
O parlamentar pontuou que, embora não tenha nada contra a atual prefeita Adriane Lopes (PP-MS), não subiria ao palanque dela. Pollon enfatizou também que mantém respeito pelas lideranças tucanas e um bom relacionamento com o pré-candidato Beto Pereira (PSDB-MS), mas insistiu que nunca apoiaria os tucanos.
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