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Filipe Figueiredo

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Explicações para os principais acontecimentos da política internacional

Neville Chamberlain

75 anos de uma injusta propaganda criada por Churchill

  • Por Filipe Figueiredo
  • 12/05/2020 16:49
Neville Chamberlain exibe a resolução assinada por ele e Adolf Hitler em Munique, em aeroporto de Londres, 30 de setembro de 1938. “Teremos paz em nossos tempos”
Neville Chamberlain exibe a resolução assinada por ele e Adolf Hitler em Munique, em aeroporto de Londres, 30 de setembro de 1938. “Teremos paz em nossos tempos”| Foto: WikiMedia Commons

Setenta e cinco anos atrás acabava parte do maior conflito já conhecido pela humanidade. No dia oito de maio de 1945, para a Europa Ocidental e a América, ou no dia nove de maio de 1945, para a Europa Oriental, pós-meia noite, se rendia a Alemanha nazista. A guerra ainda continuou por alguns meses, no Pacífico. Em 2020, as homenagens e festejos, infelizmente, não tiveram o tamanho merecido, por causa da pandemia do novo coronavírus. As três principais celebrações, em Londres, Paris e Moscou, tiveram seus tamanhos drasticamente reduzidos, sem grandes desfiles militares e aglomerações populares. Também faz 75 anos do início de uma propaganda criada por Churchill que acabou afetando duramente a reputação de um dos líderes do período do conflito.

A maioria das pessoas conhece ou já ouviu falar de Winston Churchill, premiê britânico em duas ocasiões, com décadas de vida pública e uma figura de ampla presença na cultura e na sociedade britânicas. Churchill foi alguém cuja liderança, sem dúvida alguma, foi crucial para seu país em momentos duros da Segunda Guerra Mundial e, por isso, tornou-se esse símbolo de resiliência e de verve inglesa. Existem diversas e vastas biografias sobre Churchill, abordando aspectos de sua vida pessoal, as controvérsias e fracassos de sua vida pública, os sucessos e vitórias. A coluna não teria como ser uma biografia apropriada de Churchill, e ele não é o tema principal deste texto, é o catalisador, a chave que gira e coloca um motor para funcionar.

Uma das características de Churchill era a de ser um ferrenho adversário político de seus antagonistas. Não era a melhor pessoa para ter contra você. Outra característica de Churchill era sua obsessão com seu legado, em como as pessoas o lembrariam. É registrado que, na década de 1930, ele "ameaçou" o então premiê Stanley Baldwin, também conservador, com o julgamento da História, "pois eu pretendo escrever essa história". Outra citação, essa mais especulada do que registrada, seria a de que ele disse que "a História será gentil comigo, pois eu que vou escrevê-la". Hoje, em 2020, não há mais lugar para o velho chavão de "a História é escrita pelos vencedores", com um campo do conhecimento estabelecido, métodos de pesquisa, novas fontes.

Ataques contra reputação

Ainda assim, as reputações dos adversários de Churchill sofreram com seus livros e suas memórias publicadas após a guerra. Talvez a maior e mais injusta vítima tenha sido a reputação de Neville Chamberlain, o premiê conservador que antecedeu Churchill e que governava o Reino Unido quando do início das hostilidades. Para a maioria das pessoas, até hoje, Chamberlain foi um ingênuo, um fraco, um "bundão", alguém que foi tapeado por Hitler. Tudo isso baseado especialmente na propaganda de Churchill contra um adversário político e que, hoje, 75 anos depois do fim do conflito, não cabe mais. História não é uma narrativa contada por vencedores ou um idealizado filme de Hollywood. Cabe então tentar desmontar essa narrativa, mostrar as contradições e interesses nela.

Neville Chamberlain, assim como Churchill, também teve décadas de vida pública. Para ficarmos no tema dessa coluna, pensemos no final do ano de 1931, quando Chamberlain se torna Chancellor of the Exchequer, o cargo equivalente ao Ministro da Fazenda no Reino Unido, um dos ministérios mais importantes, e que ele ocupou por quase seis anos, até 28 de maio de 1937, quando tornou-se primeiro-ministro, cargo que ocupou até 10 de maio de 1940. Ou seja, por mais de oito anos, Chamberlain esteve no mais alto escalão decisório do governo britânico. Oito delicadíssimos anos, que envolveram a morte de um rei popular e querido, a abdicação de seu sucessor, a ascensão de um príncipe pouco conhecido e a deflagração do grande conflito já citado.

Uma das acusações contra Chamberlain é a de que ele era "um pacifista". Sim, era, na medida que a maioria dos britânicos também eram. A Grande Guerra havia acabado tinha pouco mais de uma década, as memórias, os traumas, as mortes e a destruição econômica ainda estavam no cotidiano dos britânicos. Quase nenhum britânico desejava uma nova guerra europeia, já haviam experimentado uma, e saído com o gosto da vitória. Era suficiente. Uma de suas principais tarefas quando Chancellor foi a de renegociar as dívidas de guerra britânicas, com os EUA e com sua própria população, pela venda dos "bônus de guerra". Com a engenharia financeira, ele diminuiu os débitos britânicos em 23 milhões de libras por ano, algo como um bilhão e meio de libras hoje. Por ano.

Ao tentar evitar uma guerra, Chamberlain estava, primeiro, atendendo um desejo e uma incerteza de sua própria população. Quando ele retorna de Munique, após a partilha da então Tchecoslováquia, e famosamente diz "Teremos paz em nossos tempos", ele foi recebido por multidões nas ruas. A incerteza também envolvia os domínios da Coroa; em 1938, representantes da África do Sul e da Austrália afirmaram ao governo que suas populações não apoiariam uma guerra. Quando lembramos que, dos 8,5 milhões de britânicos que lutaram na guerra, mais de três milhões vieram do império, esse fator ganha ainda mais importância. O ponto aqui é: acusar Chamberlain de "pacifista" é apropriado, mas também é um pouco de comportamento de "engenheiro de obra pronta".

Ingenuidade?

E o mais importante, e é necessário frisar isso o máximo possível: além de tentar evitar uma guerra, Chamberlain estava também ganhando tempo, sabendo que seu país não estava pronto para uma guerra. A destruição da Grande Guerra e seu custo econômico, somado aos traumas, causaram grandes restrições orçamentárias nas forças armadas britânicas. "Se não há dinheiro, também não há necessidade de novos navios, já ganhamos a guerra". Chamberlain sabia disso. O contexto que proporcionou um rearmamento desenfreado para Hitler era o da revanche, sentimento que não existia entre os britânicos. Ali, vigorava o isolacionismo, a distância de uma guerra europeia. E aqui entra a mais injusta crítica contra Chamberlain, perpetuada por Churchill: a de que ele foi manipulado por Hitler.

Chamberlain foi um pacifista, mas não foi um ingênuo. Quando Chanceller, em 1933, o orçamento da Real Força Aérea britânica (RAF, na sigla em inglês) era de 16,7 milhões de libras. No início da guerra, com Chamberlain como premiê, era de mais de cem milhões de libras, seis vezes mais. Chamberlain brigou e brigou para expandir os orçamentos militares, especialmente da RAF, a com menos prestígio político. Por séculos, a famosa Marinha real teve a maior fatia do orçamento militar. Em 1937, o orçamento da RAF superou o do exército e, em 1938, pela primeira vez, a marinha real deixou de ter o maior orçamento em tempos de paz, superada pela RAF. Foram com esses milhões nesses anos todos que a RAF se expandiu e se modernizou.

Ou seja, Churchill ficou célebre pelos seus discursos de liderança durante a Batalha da Grã-Bretanha, a primeira batalha estratégica exclusivamente aérea da História, mas foi graças aos aviões construídos nos anos de Chamberlain que o Reino Unido triunfou. Principalmente, em 1938 foi colocado em operação o primeiro sistema de alerta aéreo por radar do mundo, o Home Chain Link, construído com explícito suporte financeiro e político por Chamberlain, enquanto muitos da velha guarda naval britânica, o ex-Lorde do Almirantado Churchill incluso, defendiam que eram uma geringonça nunca testada numa guerra. O dinheiro que Chamberlain economizou em sua engenharia da dívida de guerra foi aplicado diretamente na defesa do país.

Alguns leitores podem achar esse exemplo da RAF pouco, um caso isolado. Foi com Chamberlain no gabinete que foi publicado, em 1935, o Statement relating to Defence, um documento que dizia, basicamente, que o Reino Unido havia ficado para trás em temas bélicos. Em 1938 o governo britânico começou a enviar dinheiro e armamento para os chineses, que lutavam contra o Japão, sabendo da ameaça potencial que o expansionismo nipônico representava contra o império. Esse auxílio é raiz do incidente de Tientsin, quando o porto britânico foi cercado por uma esquadra japonesa em junho de 1939. Também em 1938, Chamberlain ordenou a nacionalização das reservas de carvão mineral. Por política econômica? Não, por segurança nacional, matéria-prima de material bélico.

Mobilização

Parênteses: também nesse período, Chamberlain promoveu o Factories Act de 1937, que acabou com o trabalho infantil e melhorou as condições de trabalho britânicas. E a ideia de "ganhar tempo" antes de uma guerra contra a Alemanha não foi uma ideia que brotou na cabeça de Chamberlain. Ele tinha apoio de parte considerável do comando militar. Em setembro de 1938, o general Sir Hastings Ismay, do Comitê de Defesa Imperial, recomendou cautela: "se a guerra com a Alemanha tiver que ocorrer, seria melhor lutar daqui de 6 a 12 meses do que aceitar as situações atuais". E, enquanto negociava publicamente com os alemães, em portas fechadas, com seu ministério, as ações e planejamentos eram outros.

Em outubro de 1938, o premiê Chamberlain disse: "Seria loucura o país parar de se rearmar até que estejamos convencidos de que outros países agirão da mesma maneira. Por enquanto, portanto, não devemos relaxar nenhum esforço até que nossas deficiências (de defesa) sejam sanadas." Para o ano de 1939, 40% do orçamento do governo britânico estava previsto para a defesa. Em fevereiro de 1939, o governo anunciou uma expansão do exército e a duplicação do Territorial Army, a reserva militar, de 13 para 26 divisões. Em março, Chamberlain forneceu as famosas "garantias" para a independência da Polônia. Em suma, Londres consideraria uma invasão polonesa como um ataque contra o Reino Unido. Ao mesmo tempo, criou uma pasta ministerial para logística bélica.

Em abril de 1939, pela primeira vez na História foi instaurado o serviço militar obrigatório em tempos de paz, com seis meses de treinamento para todos os jovens. E talvez o melhor exemplo de como Chamberlain nem de perto foi um "molenga" "manipulado por Hitler": ainda em abril de 1938 ele ordenou a preparação de uma força expedicionária para ser enviada ao continente em caso de guerra. O governo de Chamberlain declarou guerra à Alemanha nazista em três de setembro de 1939. No dia seguinte, dez divisões, com cerca de quatrocentos mil homens e um componente aéreo com quinhentos aviões estavam à caminho da França. Essa é uma mobilização que não pode ser feita do dia para a noite, por um premiê ingênuo e pacifista que distribui flores.

Mesmo com todos esses atos e momentos de liderança, a reputação de Chamberlain sofreu grandes prejuízos. Novamente, a principal fonte delas foi a narrativa construída por Churchill: seu antecessor era fraco, ele veio, liderou e o Reino Unido triunfou. Já fica estabelecido qual o principal motivo para os ataques de Churchill contra Chamberlain: se destacar pelo contraste. Só que não fica restrito aí, o diabo mora nos detalhes, diz o ditado da língua inglesa. Algumas contradições e disputas pessoais são importantes nessa saga toda. Tanto Neville quanto Winston vinham de famílias tradicionais; o uso dos primeiros nomes é intencional. Joseph Chamberlain, pai de Neville, foi figura importante na virada do século XIX para o XX, causando um racha nos conservadores.

Rachas e disputas

Nesse racha, muitos políticos migraram dos conservadores para os liberais, e vice-versa, ambos vendo a ascensão dos trabalhistas como grandes rivais. Tanto Joseph Chamberlain quanto Winston Churchill mudaram entre os partidos, de acordo com as circunstâncias. Neville não, ficou a vida toda com os conservadores, e ele e Churchill lideravam facções internas diferentes e rivais pelo protagonismo do partido. A ascensão significava a queda do outro, e vice-versa. O grande golpe nessa disputa veio com a crise da Abdicação, em 1936. Ao contrário do que o filme O Discurso do Rei mostra, Churchill perdeu muito prestígio com a crise, enquanto Chamberlain se destacou. Foi ele que deu o ultimato ao rei, ameaçando uma renúncia coletiva do gabinete. No ano seguinte, virou premiê.

Churchill nunca engoliu essa derrota política da crise da Abdicação. Outro fator que explica a imagem de Chamberlain é que era necessário "culpar" alguém pela "demora" em entrar em guerra com a Alemanha. Afinal, por qual motivo, em 1938, não foi criada uma grande aliança para conter o avanço alemão? Pois a Tchecoslováquia tinha um pacto de defesa coletiva com a União Soviética, alvo de desconfiança tanto de Chamberlain quanto de Churchill. Quando os britânicos ofereceram negociar uma aliança com os soviéticos, o fizeram de forma fraca, indecisa e tardiamente, como já abordado em outro texto nesse espaço. Parte dos motivos da falta de uma aliança com a Tchecoslováquia está na resistência de Churchill.

Curiosamente, chega-se numa situação paradoxal. Chamberlain é criticado por sua suposta inação ou ingenuidade, mas não pelo verdadeiro crime que cometeu nesse processo de ganhar tempo para uma guerra: o de fatiar um país soberano contra sua vontade. A Tchecoslováquia era um país neutro, soberano, membro da Liga das Nações, e foi retalhada na mesa de negociação em Munique, onde sequer foi convidada a estar. Quando a Alemanha anexou os Sudetos com anuência das potências, também anexou o território montanhoso com diversas fortificações modernas que poderiam dificultar um eventual avanço alemão. A Tchecoslováquia serviu de peão de sacrifício no tabuleiro de xadrez pré-Segunda Guerra Mundial.

Legado

Finalmente, um aspecto que une todos os citados. O suposto pacifismo, as questões orçamentárias, as disputas políticas entre Churchill e Chamberlain. A limitação orçamentária das forças armadas britânicas começou já em 1919, logo após a Grande Guerra. O mecanismo legal para isso foi a Ten Year Rule, uma lei que estabelecia que o orçamento militar seria calculado "na presunção de que o império não enfrentará um grande conflito pelos próximos dez anos". O orçamento militar foi de 766 milhões de libras em 1919 para 102 milhões em 1932, antes de se recuperar com Chamberlain. O leitor tem uma chance para adivinhar o proponente da Ten Year Rule. Sim, Churchill. Mais ainda: em 1928, Churchill articulou para que a Ten Year Rule se auto-renovasse.

Ou seja, se não fosse pela posterior resistência de Chamberlain, as forças armadas britânicas teriam chegado muito mais fracas ao conflito! E, para isso, ele teve que enfrentar Churchill diretamente! E outra ironia do destino. O voto que causou a substituição de Chamberlain por Churchill, em maio de 1940, não foi dos conservadores. Foi dos trabalhistas, que odiavam Chamberlain; um sentimento mútuo, diga-se, Chamberlain dizia que era o "partido da estupidez". Como consequência da formação de um governo de coalizão nacional para a guerra, foi criada a figura do vice-primeiro-ministro, ocupado pelo líder trabalhista Clement Attlee, que derrotaria Churchill nas urnas em 1945. Ainda assim, Chamberlain era respeitado e não foi jogado aos leões.

Ele continuou no gabinete de guerra, ocupando o cargo de Lord President of the Council, de importância razoável. Outro motivo da troca era o de buscar um premiê mais enérgico, coisa que Churchill sem dúvida era. Chamberlain já não estava com a saúde perfeita, embora não soubesse. Ele faleceu seis meses depois de deixar de ser premiê, em novembro de 1940, aos 71 anos, de um câncer diagnosticado já em estágio terminal. Tudo isso soa muito incomum 75 anos depois, sabendo da figura de guerra que Churchill se tornou, da aliança com Stálin que ele aceitou e da constante reafirmação da narrativa de suas memórias, e não será essa coluna que vai "reabilitar" Chamberlain para o mundo. Apenas uma correção de grave injustiça e um lembrete de que a História não possui monopólio.

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Comentários [ 36 ]

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    Elgar Bandeira Berndt

    ± 127 dias

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    Clarisier Azevedo Cavalcante de Morais

    ± 136 dias

    "Si vis pacem, para bellum" - Flávio Vegécio. Tudo o que Chamberlain não fez. Esse texto (e outros eventuais, como informações constantes de livros de Thomas Sowell, mostrando que a opinião pública pacifista foi construída por Bertrand Russell, dentre outros) mostram que ele e o Primeiro Ministro francês permitiram que a Alemanha avançassem militarmente por um longo tempo, sem que nada fizessem

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  • B

    BDSC

    ± 136 dias

    Todos elogiando o texto e eu achando muito mal escrito, apesar do tema e dos argumentos serem razoáveis. O uso de ponto de exclamação só serviu pra mostrar a fraqueza de argumentação dos últimos parágrafos. Muito a evoluir para ser articulista.

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    Edison

    ± 136 dias

    Belo texto. Grandes personagens.

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    Coronel

    ± 136 dias

    Excelente texto e narrativa, essa sua tentativa de destruir a reputação de Sir Winston Churchil. Mas você também se enganou, ao afirmar que todos sabem quem ele foi. Garanto que noventa por cento dos brasileiros com menos de quarenta anos não têm a mínima noção de quem foi Winston Churchill e do que ele representou para os britânicos e para a democracia. Que tal, na próxima vez, tentar destruir a reputação de Joaquim José da Silva Xavier?

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      Clarisier Azevedo Cavalcante de Morais

      ± 136 dias

      Pois é. A verdade é que os pacifistas poderiam ter evitado a morte de milhões de pessoas. Hitler não era tão forte militarmente quando invadiu a Alsácia Lorena. Impedido ali, a Guerra não teria durado talvez mais que um ano

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  • M

    Mauricio Conde

    ± 136 dias

    Bom texto. Nos serve para reafirmar a condição q políticos têm seus altos e baixos. Foram 2 gdes conservadores, mas tinham modus operandi diferentes. Sorte da Inglaterra ter 2 ícones conservadores na história da 2ª GGM.

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    EDUARDO SABEDOTTI BREDA

    ± 136 dias

    Belo texto, agradável de ler. Parabéns!

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    Neanderthal

    ± 136 dias

    Churchill se não fosse por ele hoje o mundo seria nazista! O Brasil seria uma imensa fazenda nazista encaminhando insumos e escravos humanos para a Alemanha! Chamberlain foi fraco sim e manipulado! É a minha opinião.

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    Roberto De Oliveira

    ± 136 dias

    Ambos os líderes, Chamberlain e Churchill, foram importantes para a Grã-Bretanha, "O Império onde Sol nunca se põe", durante a segunda guerra mundial. O primeiro pela sensatez em aguardar o momento certo para desafiar a Alemanha. O Segundo pela sua perseverança tenaz em derrotar as forças do eixo, mesmo lutando sozinha no inicio da Guerra. A esperteza de Churchill era imensa. P.ex. , conseguiu transformar o maior ato covarde da historia da segunda guerra, a retirada de Dunquerque que deixou os franceses a merce do forte exercito alemão, em ato heroico. Parabéns ao autor.

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    Flávio José Cardozo Júnior

    ± 136 dias

    Caro Filipe, se não para o mundo, ao menos para boa parte dos leitores da Gazeta, a imagem de Chamberlain está recuperada. O que a meu ver ocorreu foi uma grande tendência "progressista" das sociedades da época em acreditar que o simples diálogo e a predisposição pela paz seriam suficientes para tolher os planos de Hitler. Pessoalmente, seu artigo já me fez ver com outros olhos a figura de Nelville Chamberlain. Obrigado!

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    RONIE MIRANDA PIRES

    ± 136 dias

    O texto é bom, ponderado, tentando tirar um pouco a "marca" fixada. Mas eu já li muito sobre a segunda guerra, e praticamente todos os livros do Churchill. Sempre vi (no meu ponto de vista), que a crítica não era pelo "ganho de tempo". Era porque Churchill, com seu perfil, via claramente que Hitler queria a guerra (enxergava as entrelinhas). Mais firmeza nos anos anteriores, na pressão internacional, talvez tivessem atrasado Hitler, ou nem teria acontecido uma guerra desse tamanho. Teria se resumido nas tentativas de invasão, duramente rebatidas (Tchecas e Polonesas). Hitler foi testando, e como os países não faziam nada (além de política), continuou invadindo...

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    chico

    ± 136 dias

    Bom texto.Gostaria que mais informações desse tipo fossem publicadas

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    DENISSON HONORIO DA SILVA

    ± 136 dias

    São fatos muito interessantes que você nos trouxe. Ambos foram importantes para seu país. Fazendo um pararelo aqui no Brasil, apesar de não simpatizar nem um pouco com ele, FHC. O país estava quebrado e seu governo arrumou a casa. Daí veio o tal governo do PT. Aproveitou as benesses do governo anterior e o momento economico mundial. Passou para historia como um governo dedicado aos mais pobres. Chambelain merece esse resgate histórico. E porque não rever fatos historicos que a esquerda adora criticar como o golpe de 64. Havia apenas santos do outro lado do espectro político?

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  • A

    André Catapan

    ± 136 dias

    Ótimo texto! Creio que costumamos contar a história de Churchill como se fosse a de um mito: o político fracassado que assume o comando de seu país e vence a guerra. A realidade, contudo, é muito mais complexa, e passa por orçamentos, comitês, leis, negociações políticas e inúmeros outros fatores que nós, francamente, não temos a menor vontade em nos aprofundar. Mas são esses pequenos fatos corriqueiros que servem de argamassa para a "História", por assim dizer. Sem eles nada disso pararia em pé.

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  • L

    Lucianno Kolody Bay

    ± 136 dias

    Fantástico texto! Parabéns!

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  • F

    Francisco

    ± 136 dias

    Nâo surpreende o articulista se identificar com Chamberlain.

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    Arthur Pinho Vivaqua Rocha

    ± 136 dias

    Uau. Informações 100% novas para mim. Excelente texto!

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  • E

    Eden Lopes Feldman

    ± 136 dias

    Muito bom termos a história contada com detalhes e com fatos reais.Parabéns pela pesquisa.

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    ACIR MELLO JR.

    ± 136 dias

    Excelente texto.

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  • G

    Gustavo Silva

    ± 136 dias

    Interessantíssima como a narrativa é mais forte que os fatos.. o famoso Plano Marshall salvou a Europa ou também é mais uma fabulação ..

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    Alan S

    ± 136 dias

    Excelente texto. Algumas observações. Faltou dizer que o "contador da História" escrevia tão bem, mas tão bem, que foi reconhecido com o prêmio Nobel de Literatura. Outra coisa, posso estar enganado, mas li uma vez que Churchill queria mesmo era marchar até Moscou! (pois é, já imaginaram o mundo de hoje se a Rússia passasse pelo Plano Marshall?), mas os Americanos não compraram a ideia... todavia não hesitaram em jogar duas bombas atômicas no Japão para "economizar um milhão de vidas americanas".

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    SFB

    ± 136 dias

    Churchill foi o líder certo que assumiu tardiamente. Mal comparando, foi aquele treinador aguerrido e focado que assumiu o time após algumas derrotas do antecessor burocrata e acomodado e que levou o time à vitória. A entrega da Tchecoslováquia foi a senha para a Alemanha descobrir que Chamberlain foi fraco e estava morrendo de medo. Quem muito se rebaixa ( mesmo tentando ganhar tempo) , acaba mostrando o que não deve.

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    Roberto Garcia

    ± 136 dias

    Não entendeu o que viria a acontecer. Talvez tivesse boas intenções mas essas pessoas normalmente são ingênuas mesmo. Não tem como recuperar. A teoria dos jogos também define sua estratégia como um erro grosseiro pelos estudos do Nobel de economia Robert Aumann

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    Luiz Carlos Giublin Junior

    ± 136 dias

    Sou admirador de Churchill. Político áspero, franco, sem "papas" na língua, nada de politicamente correto. Conheço pouco sobre Chamberlain. Quase tudo vem do Pacto de Munique em 1938, que covardemente entregou a Tchecoslováquia para Hitler. Sempre o achei um "bundão". Posso rever minha avaliação, com as citações do ensaísta. Porém, de uma coisa tenho certeza. Se Chamberlain permanecesse no posto depois de maio/40, o Reino Unido não teria vencido a guerra, teria feito um acordo com a Alemanha depois da queda da França. A diferença entre eles é que Chamberlain era um bom homem e Churchill era um líder. Líderes conduzem homens e nações. Bons homens não.

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    Ana Luiza

    ± 136 dias

    Não é porque as histórias são contadas pelos vencedores que elas não estejam certas.

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    Isaac Zabini dos Santos

    ± 136 dias

    Parabéns pelo artigo!

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    André Sena Pereira

    ± 136 dias

    Excelente artigo histórico. Mas Churchill estava certo.

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    LUIS HENRIQUE GROFF

    ± 136 dias

    Muito bom Felipe. Permita-me uma colocação: Chamberlain investiu na RAF, mas ao contrário da moda na epóca, não fez como a alemanha e a URSS, uma grande frota de bombardeiros. Ele pensou defensivamente e investiu pesadamente na rede de radares, salas de controle e em caças modernos. Ironicamente, foi isso e a ação dos pilotos de Spitfires e Hurricanes que permitiram a Churchill vencer a batalha da Inglaterra em 1940. No fim, nunca tantos deveram tanto a um só.

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    Sergio Vianna

    ± 137 dias

    Só faltava essa agora! Criar rivalidade entre duas figuras da Guerra para o presente. Vocês beiram a irresponsabilidade. Ainda bem que já elegemos o Presidente alá Churchill. Ele irá até 2027, viu? Então prepare o café e deixe o teclado do computador bem novinho pois você terá muito o que escreve. Churchill não datilografava, ditava seu discursos, ou seja, você não tem condições de criticar um Prêmio Nobel de Literatura. Acho que o faz por o criticado está morto! Vai ler mais rapaz, outro estagiário da Gazeta!

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    1 Respostas
    • S

      Sergio Vianna

      ± 137 dias

      erros de ortografia porque escrevi rapidamente pois não acreditei no que li! Coitados de quem acreditou no que você escreveu. Coitados!

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  • M

    Momento Fletor

    ± 137 dias

    W.Churchill foi um inveterado alcoolatra; tinha até double para substitui-lo quando estava de porre.

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      Rodrigo Dardeau Vieira

      ± 137 dias

      Um alcoólatra cuja firmeza, coragem e disposição para enfrentar os nazistas é a responsável por você poder estar aqui hoje escrevendo as suas bobagens.

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    Lucas Soares Guimarães

    ± 137 dias

    Estou lendo uma Biografia sobre Winston Churchill no momento e essa matéria veio a calhar. O que mais me impressiona, é que mesmo com os embates públicos, é possível ver nas cartas, que essas figuras históricas nutriam um extremo respeito mútuo. Me parece que os políticos dessa época tinham algo já raro hoje em dia: honra, respeito e vontade de servir o país.

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    Matheus

    ± 137 dias

    Ótimo artigo Felipe. Aproveitando a data sugiro mais histórias desconhecidas da segunda guerra.

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