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O STF e a grande mídia (basicamente as duas entidades que mandam no Brasil, além do crime organizado) garantiram ao Brasil que estamos vivendo sob uma constante ameaça à democracia, como se corrêssemos o risco de votar e sermos governados não pelo candidato em quem votamos, em eleições perfeitamente auditáveis, públicas, com regras definidas pelo povo e com participação popular em toda a contagem. Mas sim governados pelo candidato do sistema, em eleições de fachada, com regras definidas a toque de caixa em gabinetes fechados para favorecer um dos candidatos, mancomunados com corruptos e apoiados por tiranos pelo mundo. Pior dos mundos.
Para evitar esse cenário ominoso, nossa obrigação como cidadãos, democratas, consumidores conscientes da Rede Globo determinando nossos valores, era salvar a democracia dando plenos poderes aos membros do STF para fazer o que desse na telha e seu candidato ganhar.
Bastaria isso para a democracia voltar. Bem, bastaria isso e dizer “democrático”, “democracia”, “democraticamente” e variações a cada duas frases, no máximo. Tudo seria democrático. A economia, os semáforos de trânsito, o som dos passarinhos, o arco-íris: tudo democratizando, como numa propaganda eleitoral do PT.
Em caso de algum dos 210 milhões de pequenos tiranos do Brasil ter uma recaída, era questão de censurá-lo chamando-o de fascista para baixo (Flávio Dino permitiu “fascista” e “nazista”, proibindo apenas “gordola”), denunciando-o para o próprio juiz-e-suposta-vítima conduzir o processo secretamente e julgá-lo. Assim, estaríamos livres do fascismo.
Tudo porque, como já alertamos, pela história contada pelo STF, todos estavam democraticamente vivendo vidas democráticas, com o STF democratizando a censura, até que, do nada, Bolsonaro e a direita bolsonarista apareceram para dar um violento golpe de Estado para instaurar uma ditadura e acabar com a censura às fake news. Assim, do nada.
O problema é que Bolsonaro já está preso. As penas para a turma do 8 de janeiro (não tem um ali com cara de quem queria explodir algo) estão diminuindo a aprovação popular do STF (o único tribunal do mundo com popularidade)
Filipe Martins já está duplamente preso – primeiro por não ter viajado para os EUA, supostamente para fugir às consequências de algo ocorrido depois de sua viagem (a Polícia Federal, depois disso, ainda declarou em ofício que Martins teria forjado a viagem para confundir a Polícia Federal e prendê-lo por engano por ter ido para os EUA para fugir às consequências de algo ocorrido depois da não viagem…), depois ainda novamente preso por supostamente ter feito uma busca no LinkedIn que a própria Microsoft afiançou que não fez…
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Bem, portanto, a democracia foi salva. Que delícia. Os corruptos e malfeitores estão presos com o rigor da lei. As instituições brasileiras não são apenas sérias: são um exemplo para o mundo. Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Noruega, Suíça, Dinamarca e Suécia: todos têm inveja das leis, do Judiciário e das eleições brasileiras.
Por que, então, parece que a grande mídia (e talvez até o crime organizado) tenham descoberto que existem alguns problemas com a tal da democracia, não mais vindos de Bolsonaro, mas do próprio STF? E, aliás, confirmando o que Bolsonaro sempre declarou sobre ser uma vítima da luta contra o sistema, agindo apenas dentro das quatro linhas – será que algum ministro do STF poderia dizer o mesmo?
O escândalo do Banco Master revela um Dias Toffoli atuando de ofício, esbulhando o devido processo legal, para manter provas que podem atingi-lo, em um processo no qual juristas de todos os matizes enxergam sua atuação como interessada.
Em jogada casada – de novo –, quem também atua de ofício com Toffoli é Alexandre de Moraes, cuja esposa foi contratada pelo escritório de Vorcaro, dono do Banco Master, para serviços jurídicos julgados pelo próprio marido, que nunca foram esclarecidos. Quando Vorcaro foi preso, contratou uma junta de advogados bambambans do Brasil… sem que Viviane Barci, esposa de Moraes, fosse um dos grandes nomes.
Agora, a mídia ainda está sendo chamada de divulgadora de fake news. Ou melhor, de seguir “padrão criminoso de ataques desqualificados contra integrantes do Supremo” (sic).
Quem, afinal, é o perigo para a democracia? Porque, se alguém perceber que o STF está mentindo (ou melhor, porque membros do STF não mentem, não censuram, não cometem crimes, não erram em seus pensamentos e soltam puns com cheiro de maçã verde – estão apenas com uma versão democrática da verdade), e que agem anticonstitucionalissimamente com frequência (sim, é o sonho de todo mundo escrever isso), talvez, parece, quem sabe, quiçá, Bolsonaro estivesse certo o tempo todo e que precisamos de ações efetivas contra o STF, que instaurou uma ditadura judicial que não vai acabar com código de ética ou – oh, inocência! – “auto-contenção”.




