Está chegando a Rio +20 e não dá pra deixar de notar o slogan que o evento adotou: “The Future We Want”, traduzindo – “O Futuro que Queremos”. Muito do que será discutido e exposto lá é o que alguns falam há muito anos, é o que diversas instituições já executam há tempos. Mas ainda assim, é apenas uma pequena parte das pessoas que estão realmente preocupadas com o que lá será discutido e a participação popular em massa é algo que ainda não aconteceu.
Um dos grandes motivos da baixa adesão popular é que iniciativas sociais, estudos e pesquisas visando o bem comum e trabalhos em prol de comunidades costumam ter resultados que aparecem apenas no longo prazo e, normalmente, afetam os indivíduos de maneira muito sutil.
Em uma visão fria, é fácil entender a dificuldade desta lógica se tornar popular: o indivíduo coloca uma grande quantidade de energia em uma atividade e recebe de volta poucos benefícios concretos. Ainda são minoria aqueles que percebem isso e mesmo assim topam embarcar nessas iniciativas; a maioria prefere gastar seu tempo em algo que gere um benefício maior e mais imediato para si.
Por outro lado, um estudo recente de uma universidade alemã mostrou que agir de forma altruísta pode se mostrar, em longo prazo, uma maneira muito eficiente de sermos egoístas. Os resultados mostraram que quando investimos energia para melhor o nosso bem estar e o bem estar comum, temos retornos maiores em satisfação do que quando trabalhamos apenas para nós mesmos. Além do quê, em escala, temos pessoas trabalhando pelo nosso próprio bem estar.
Ou seja, é um investimento de esforço que se paga. Às vezes pode demorar, mas se paga. E se olharmos de uma maneira bastante ampla, se cada um estiver trabalhando desta maneira, “altruisticamente egoísta” para o bem estar de todos, cada pessoa terá toda a sociedade trabalhando para ela.
*Este artigo foi escrito pela equipe do Instituto Arayara, uma das ONGs cadastradas no projeto Serviços e Cidadania, do Instituto GRPCOM.
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