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A relação entre o homem, meio ambiente e desenvolvimento tem provocado o surgimento e a manutenção da ocorrência das doenças vetoriais, em destaque a dengue, chikungunya, zika e recentemente a febre amarela silvestre. O ser humano, ao longo de sua existência, tem promovido inúmeras modificações no ambiente em que vive, com a finalidade de atender as suas necessidades.

Com a Revolução Industrial, consumo exacerbado, e o aumento na expectativa de vida, essas necessidades foram crescentes e demandaram mais recursos naturais. A mudança climática e a degradação ambiental tem sido bastante significativa, especialmente após a implantação dos processos produtivos em larga escala. Os meios de produção sem dúvida trouxeram grandes benefícios à nossa estadia neste planeta, porém promoveram grandes impactos ambientais como a contaminação dos solos, do ar e da água. Ter computadores com maior capacidade de armazenamento, automóveis mais potentes, maior disponibilidade de alimentos exigiu uma quantidade de recursos naturais que o planeta não estava preparado para fornecer em um período de tempo tão reduzido.

Entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS encontra-se caminhos na busca do equilíbrio entre homem, meio ambiente e desenvolvimento socioeconômico. A demanda crescente por recursos naturais resultou intensas modificações, principalmente a remoção de coberturas vegetais de extensas áreas. A destruição de habitats aliada ao descarte inadequado de resíduos (entulhos, plásticos, pneus, vasos…), muito comum nos grandes centros, criou as condições propícias para a intensa proliferação dos vetores, em especial o Aedes Aegypti, diariamente vinculados nos meios de comunicação associados ao aumento de casos de mortes e de nascimento de crianças com microcefalia.

Mosquitos e outros vetores, antes em equilíbrio no ambiente, agora se disseminam nas grandes cidades trazendo consigo diversos problemas que poderiam ser minimizados se os cuidados com o meio ambiente fossem levados em consideração pela humanidade. Rompemos o equilíbrio natural e agora enfrentamos as consequências disso, especialmente no que diz respeito à saúde pública. Surge a pergunta, de quem é a culpa pelo mosquito? Os governantes municipais têm que assumir essa responsabilidade.

A transferência da culpa da multiplicação do mosquito à sociedade deve ser combatida. A solução está na implantação de políticas públicas que integrem a urbanização, a limpeza urbana, política habitacional de interesse social, na educação e saúde. Nessas medidas encontra-se a saída para conter o avanço da epidemia das doenças vetoriais (dengue, chikungunya e zika). O planejamento urbano integrado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 3, ODS11, ODS13 e ODS 15) é o caminho à ser seguido na garantia de uma vida com saúde e meio ambiente saudável sem deixar ninguém para trás.

O combate às doenças vetoriais deve buscar a sinergia entre as ações para a saúde das pessoas, protegendo o planeta, assegurando a prosperidade, em sociedades pacíficas, justas e inclusivas, em parceria, mobilizando todos os meios necessários para seu sucesso. É importante destacar a necessidade do cumprimento da legislação ambiental no tocante ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos o PNRS, em uma ação compartilhada entre poder público, as empresas, o terceiro setor e o cidadão. De nada adianta campanhas de sensibilização quanto a problemática apresentada se não houver a participação efetiva dos entes envolvidos neste processo.

Outro fator importante de ser analisado, em se tratando de cenários socioambientais, no caso saúde/doença, é a ação antrópica, do homem sobre o meio ambiente. A degradação ambiental, a urbanização em áreas antes que não eram destinadas a construção civil, e a forma como o plano diretor das cidades vem avançando sobre a área rural e de vegetação comprometem a estabilidade do ecossistema, desregulando as populações entre predadores e consumidores e consequentemente atraindo para os grandes centros determinadas patologias.

Devemos buscar ações que tenham, efeito multiplicador, levando em consideração as características locais e respeitando a regionalidade e as diferentes características dos ecossistemas locais e de forma não menos importante colocando a mão na massa, limpando o jardim das nossas casas, do nosso entorno, da nossa rua principalmente em épocas de chuva e de calor intenso.

 

*Artigo escrito por Drª Ivana Maria Saes Busato, doutora em odontologia, Coordenadora do curso de CST Gestão em Saúde Pública , Augusto Lima da Silveira, mestre em ciência e tecnologia ambiental, coordenador de cursos de Pós-Graduação na área ambiental e Dr. Rodrigo Berté, doutor em Meio Ambiente e Desenvolvimento, Diretor da Escola Superior de Saúde, Biociência, Meio Ambiente, e Humanidades , todos do  Centro Universitário Internacional UNINTER, pertencente ao Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES) do   Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), que é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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