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Viagem de Flávio

Rubio nega participação dos EUA na saída de Flávio e evita atrito com o Brasil

Marco Rubio negou que governo Trump tenha participado de ida de Flávio para os EUA
Marco Rubio negou que governo Trump tenha participado de ida de Flávio para os EUA (Foto: Ricardo Maldonado Rozo / EFE / EPA)

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O governo americano negou através do secretário de Estado, Marco Rubio, que foi perguntado e disse: "Não, a gente não fez nenhum esquema, nós não participamos da saída de Flávio do Brasil".

É para evitar problemas diplomáticos com o Brasil, assim como o Brasil quer evitar problemas diplomáticos com a Argentina por causa disso. Vai ter um encontro do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, com Marco Rubio, em breve. 

Então, Rubio nega, mas o governo americano deu asilo, esperou com visto normal. Flávio Bolsonaro (PL) disse que a família já tinha visto, vai ter a permanência nos EUA, a residência.

Então, o Flávio explicou que decidiu na hora que o pai dele viu a intimação sobre entrega de passaporte e a decisão de que não poderia sair do país, o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, disse: "Olha, já começou? Começou a perseguição". E o Flávio disse: "Então, eu já sei o que fazer". Foi assim. 

Michelle transmite mensagem sóbria de Jair Bolsonaro

Agora eu vou repetir aqui uma mensagem muito, muito sóbria, sábia da Michelle Bolsonaro (PL-DF) em nome de Jair Bolsonaro. Ela fala como uma porta-voz. Ela disse:

"Ele, Jair, se entristece quando vê notícias falsas atribuindo a ele manifestações mentirosas que pregam a divisão, apontam injustamente supostos culpados e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como Damares, Tarcísio, Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados. Ele sente respeito, carinho e gratidão por essas pessoas.”

É uma mensagem para o chamado público interno, que está se digladiando tal como o PT fez no primeiro turno com a derrota. Começam a procurar culpados.

Ajuste fiscal não está entre as prioridades

Bom, vamos ao governo Lula. Olha só que interessante, uma declaração do ministro Guilherme Boulos (Psol-SP): "O tesouraço foi derrotado nas urnas. A agenda econômica é de quem ganhou". 

Aí vem o José Guimarães (PT-CE), que sempre esteve em lideranças do governo, e diz: "O ajuste fiscal não está nas prioridades”. A escolha foi, portanto, de 64 milhões de brasileiros. Pena que as consequências serão pagas também por outros 60 milhões de brasileiros, que ficam sem ajuste fiscal, sem conter a dívida, sem conter os juros. É uma escolha que atinge todo mundo. 

Lula não cumpriu juramento de defesa da Constituição

Lula nunca prometeu resolver o problema econômico, nunca prometeu. Não está sequer descumprindo promessa de campanha. O que ele prometeu no atual mandato e vai ter que prometer ao ser empossado no Congresso é defender a Constituição. 

Isso ele não cumpriu, porque a Constituição foi atacada, rasgada, desrespeitada muitas vezes e o presidente não abriu a boca, mas ele jurou defender a Constituição. Em um país sério, isso seria motivo para uma discussão moral sobre um juramento não cumprido.

Existe até um crime de falso testemunho. Isso é muito grave. Fazer um juramento solene, diante da Constituição — acho que aqui não se faz diante da Bíblia — e diante do Congresso Nacional, dos representantes do povo e dos estados, e, depois, não cumprir. Ele vai ter que jurar de novo defender a Constituição. 

Indicações de eleitos para cargos no governo desrespeitam voto

Bom, uma outra questão contra a qual eu me insurjo, porque está desvalorizando você, eleitor. Você escolhe um sujeito para governar de novo, pois você aprovou o governo dele. A maioria dos eleitores do Piauí aprovaram o governo de Rafael Fonteles (PT) e o reelegeram. 

Agora estão falando que o Fonteles pode ir para o Ministério da Fazenda. Como assim? Para ser um mero auxiliar do presidente da República? Um mero ministro do presidente? Que é o mesmo que secretário. Nos Estados Unidos, por exemplo, não se chama de ministro, mas de secretário. 

Quando o povo, a maioria do povo do Piauí, escolheu Rafael Fonteles para ser governador, para continuar sendo governador, cogitam sua saída. Isso é muito grave. 

Da mesma forma, eu vejo acontecer com pessoas recém-eleitas ao Senado, como o Rui Costa (PT-BA). Já estão falando: "Não, o Rui Costa vai ser ministro". Como? O povo da Bahia elegeu Rui Costa para ser o representante do estado no Senado Federal. 

Tem gente aí, está cheio de gente que ficou desempregada. O João Campos (PSB), lá do Recife, a Gleisi Hoffmann (PT), o Fernando Haddad (PT). Bom, esses podem ser ministros. 

Eu disse isso para o Eduardo Bolsonaro quando ele estava querendo ser embaixador nos Estados Unidos: “Espera aí, você vai trair 1,8 milhão de eleitores de São Paulo? Isso é uma traição”. O sujeito se torna o mandatário e abandona? Recebeu uma procuração do povo e abandona a procuração para ser empregado de outro? É incrível.

Câmara discute voto distrital

Na Câmara dos Deputados estão discutindo outra questão, que ninguém entende como certos deputados que não têm voto são eleitos e outros, que foram muito mais votados, não são eleitos. E agora estão falando em voto distrital misto. 

Eu acho que não, acho que tem que ser distrital mesmo, distrital pleno, puro. Cada área geográfica do Estado brasileiro tem uma vaga e tem vários candidatos para aquela vaga e aquele sujeito vai representar aquela área na Câmara dos Deputados. 

Bom, é o Hugo Motta (Republicanos-PB) que está falando isso. Aliás, Hugo Motta e Davi Alcolumbre (União-AP) estão querendo ficar. Meu Deus, será que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não têm gente melhor?

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