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O discurso de Palin
| Foto:
Shannon Stapleton / Reuters
A vice da chapa republicana foi aplaudida pelos delegados por mais de três minutos e alertou que campanha será uma “batalha dura”

Sarah Palin foi ovacionada durante três minutos antes de tomar a palavra ontem na convenção republicana. O turbilhão de críticas contra ela desde sua nomeação parece ter criado um efeito incendiário na base do partido. Depois do discurso, então, McCain não precisará mais se preocupar com o eleitorado evangélico – o mesmo que andava moribundo até semana passada. Foi um discurso para agradar o republicano mais conservador.

Palin foi genérica, quase não tratou de propostas de governo. Falou muito da família, atacou a mídia, a “elite política” de Washignton e Barack Obama. Abusou do partidarismo.

Cá da meu quintal, pareceu apenas uma oradora mediana. Rangia os dentes de forma estranha, como quem quer mostrar firmeza. Teve algumas frases de efeito, mas o discurso ganhou clima mais por caridade da platéia do que pelo texto ou a eloqüência.

No chão do Xcel Energy Center, o povo gostou, claro. Fora de lá? A ver. Pelo que mostrou ontem, o partido esqueceu do voto dos independentes. Lá na frente pode fazer falta.

Melhor momento:

“Alguns políticos usam a mudança para promover a carreira, outros, como John McCain, usam a carreira para promover a mudança.”

Hoje tem John McCain. Depois virão os debates.

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