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Postes do setor gráfico de Brasília estão, desde o início de junho, enfeitados com cartazes dos “figurões da Copa”. São charges anônimas críticas a personagens ligados à organização do Mundial no Brasil. Como um João Havelange no estilo Don Corleone, um José Maria Marín no estilo Império do Mal, Ronaldo com o bolso abarrotado de dinheiro, Bebeto embalando um estádio lotado de notas e Pelé como uma marionete.

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Milionário no apito

Brasil x Camarões terá no comando um árbitro tão milionário quanto Neymar e Samuel Eto’o, os astros das duas equipes. O sueco Jonas Eriksson, de 40 anos, tem uma fortuna estimada em R$ 23 milhões. Resultado da venda da sua participação IEC in Sports, empresa que negocia direitos de eventos esportivos na Suécia. Em 2007, ele negociou suas ações da companhia para dedicar-se apenas à arbitragem, sua grande paixão. “O dinheiro não me mudou em nada. A melhor coisa que eu faço na minha vida ainda é apitar futebol”, diz Eriksson, também ex-jornalista.

Blatter aprovou

Joseph Blatter saiu satisfeito da sua primeira visita à Arena da Baixada. O presidente da Fifa dizia, em bom português, “muito bom estádio” e “bonita sede” a todo mundo que se aproximava dele no setor VVIP do Caldeirão. O cartola chegou cerca de duas horas antes de Honduras x Equador, assistiu à partida acompanhado entre o ministro Aldo Rebello e o presidente hondurenho Juan Orlando Hernández.

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Fechou pra isso?

À disposição da Fifa desde 22 de maio, o Couto Pereira deve ser devolvido ao Coritiba sendo usado uma vez só. Irã e Equador, escalados para treinar no estádio, chegaram a Curitiba a tempo apenas de fazer o reconhecimento da Arena. A Austrália, de última hora, confirmou um treino leve, permitindo a estreia do estádio. Até agora, apenas a Nigéria usou o campo de treinamento de véspera em Curitiba: fez uma atividade sábado passado, no Ecoestádio. Rússia e Argélia, que fazem o último jogo da cidade, não tem feito treinos no local da partida.

No lucro

Apesar de ter sido obrigado a jogar contra o Goiás na Vila Capanema, o Coxa não tem por que reclamar do bloqueio do Couto. Ganhou um cuidado especial no gramado e kits novos de balizas, bandeirinhas de escanteio e barreiras móveis. Precisará, apenas, readequar o campo às dimensões habituais: 109 m x 72 m. Para atender a Fifa, encolheu o gramado para 105 m x 68 m.

Inflacionado

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O curitibano que tentou comprar passagem aérea para vir a Brasília neste fim de semana quase caiu da cadeira. Um bilhete para a cidade às vésperas de Brasil x Camarões saíam por R$ 1,7 mil. Daqui um mês, o mesmo trecho está sendo vendido por R$ 90.

Carteiradinha
Os torcedores têm feito de tudo na tentativa de assistir aos treinos da seleção brasileira na Granja Comary. Ontem, uma fã mirim, não mais do que 10 anos, interpelou o responsável pela segurança do portão que dá acesso ao gramado: “Minha mãe é promotora, viu! Se você não me deixar entrar ela vai ficar sabendo”.

Invasão em massa
Outros torcedores apelam para manobras mais rústicas. Já no final do treino de ontem, cerca de 15 torcedores pularam o alambrado que divide a Granja Comary de um condomínio fechado. Crianças, homens e mulheres cruzaram correndo o campo 1 para alcançar os atletas no 2. Os seguranças não deram conta e alguns conseguiram. Não é a primeira vez que invasões acontecem.

Incrível Hulk
O restaurante vizinho da Granja Comary instalou uma estátua gigante do Hulk na calçada. Vestido com a camisa da seleção, não se trata do atacante, mas o célebre personagem dos filmes e quadrinhos. Mesmo assim, tem feito a alegria da torcida.

Professor Alves
O lateral-direito Daniel Alves já tem uma carreira para seguir quando deixar os gramados: professor de Jornalismo. Em todas as coletivas que participa, o jogador do Barcelona aproveita para reclamar da imprensa e ensinar como deveria ser o comportamento. Os três fundamentos básicos do atleta são: a prática do futebol vale mais do que a teoria; há muito negativismo na cobertura do Brasil; há muitos “futuristas” tentando prever os resultados.

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Nos acréscimos

“Não teve nenhuma seleção que eu estivesse torcendo tanto para ir embora.”

Funcionário do hotel que hospedou a Bósnia, em Cuiabá, irritado com os caprichos da delegação europeia. Houve reclamações contra hóspedes que tiraram fotos da bagagem dos atletas e pedido para que o bar e a piscina fossem exclusivas da equipe. Tudo negado.

Colaboraram: Albari Rosa, André Gonçalves, André Pugliesi e Robson Martins