Nathan e Phillipe Coutinho: jantar entre amigos em meio à novela do atleticano com o Chelsea. (Reprodução/ Instagram)| Foto:
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Sim, sim, meus amigos, a transferência de Nathan para o Chelsea emperrou de novo. Sinal de alerta emitido pela Nadja Mauad, que o Intervalo destrincha de maneira cronológica para facilitar o entendimento.

 

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No dia 10 de abril, na Justiça do Trabalho, Atlético e Nathan chegaram a um acordo para extinguir o processo da ampliação automática do contrato. O Atlético aceitava a proposta do Chelsea em juízo e liberava Nathan para viajar a Londres para fazer exames médicos e assinar contrato com os Blues. Assim que o contrato chegasse à juíza, o processo seria oficialmente extinto.

 

Qual era, afinal, a proposta do Chelsea? Cinco milhões de euros. Os 4,5 milhões de libras mencionados pela imprensa inglesa. Este pagamento seria dividido em 2 milhões de euros à vista e 3 milhões pagos a partir do momento que Nathan completasse 20 jogos no time principal do Chelsea. Cota que ele teria três temporadas para atingir.

 

Do ponto de vista legal, a partir do momento que o Atlético aceitou a proposta do Chelsea apresentada em juízo, não haveria necessidade de um novo acordo entre os clubes. Guardem essa informação. Já voltaremos a usá-la.

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No dia seguinte à audiência, Petraglia procurou o pai de Nathan com uma nova proposta. Oferta melhor que a do Chelsea (ainda não consegui confirmar o valor), feita pelo Doyen Sports Group, com a intenção de colocar Nathan no Porto. O Doyen é o fundo de investimentos que gastou 4 milhões de euros em 50% dos direitos econômicos de Marcelo e 4,5 milhões de euros em 75% de Douglas Coutinho. Ou melhor, não gastou.

 

O pai de Nathan recusou-se a aceitar a proposta do Porto. Dois dias depois, ele e o filho embarcaram para Londres cumprir o que foi acertado em juízo – a proposta dos Blues trazida pelo empresário Giuliano Bertolucci.

 

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Neste momento, as trajetórias de Nathan e Petraglia se separam, antes de cruzar logo ali na frente. Nathan ficou a semana passada inteira na Inglaterra. Fez os exames médicos (e passou em todos), acertou seu contrato de cinco anos, passeou por Londres, deu um pulo em Liverpool matar saudade do “parça” Phillipe Coutinho.

 

Enquanto isso, Petraglia teve uma extensa agenda ligada ao Doyen. Na Espanha, participou de um seminário favorável a fundos de investimento no futebol, organizado pelas ligas espanhola e portuguesa, com presença de Nelio Lucas, o diretor do Doyen. Também na Espanha assistiu, ao lado de Lucas e Renato Duprat (o homem do Doyen no Brasil), o primeiro jogo quarta de final da Liga dos Campeões entre Atlético e Real Madrid. E de lá seguiu para Portugal, sede do Porto e do Doyen.

 

Entre liberação de Walter e possível ida de Douglas Coutinho, tratou da proposta do Porto (via Doyen) por Nathan. E do dinheiro que o fundo não pagou pela aquisição de Coutinho e Marcelo.

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Agora as coisas se cruzam novamente – e a informação de que, do ponto de vista legal, o aceito do Atlético em juízo à proposta do Chelsea encerrava o acerto entre os dois clubes e dava liberação ao jogador ganha fundamental importância. O Chelsea enviou ao Atlético um documento para sacramentar o negócio nos valores acordados perante a juíza. O Atlético não assinou. Pediu mais. E o negócio estacionou.

 

Do ponto de vista legal, o Chelsea não precisaria deste segundo aval do Atlético. Bastaria mandar o contrato assinado para a Justiça brasileira e pronto, o negócio estaria fechado. Na prática, porém, o clube londrino parece pouco disposto a comprar essa briga. Mesmo com o caso bem amarrado do ponto de vista legal, o Atlético poderia, por exemplo, acusar o Chelsea de aliciamento na Fifa. O Barcelona ficou uma temporada inteira proibido de comprar jogadores por causa disso.

 

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Embora o Atlético possa negociar Nathan até 31 de agosto, quando fecha a janela europeia, é improvável que o caso se arraste até lá. Dia 8 de maio vence o prazo estipulado pela Justiça do Trabalho para que o acordo acertado no início de abril seja cumprido. Passando dessa data, as ações voltam a correr (a de cumprimento da extensão contratual por parte do Atlético e a de rescisão unilateral por parte de Nathan). Hoje, certo apenas é que Nathan ainda não é jogador do Chelsea. E a vontade do Atlético no momento é que ele tome avião e desembarque no Porto, por cortesia do Doyen Sports Group.