Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
  • Ícone FelizÍcone InspiradoÍcone SurpresoÍcone IndiferenteÍcone TristeÍcone Indignado
Ratinho Junior (PSD) participa de Fórum dos Governadores, em Brasília.
Ratinho Junior (PSD) participa de Fórum dos Governadores, em Brasília.| Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Governadores de 22 estados estiveram reunidos em Brasília na manhã desta terça-feira (11) na 8ª edição do Fórum dos Governadores. Com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, um dos principais assuntos do encontro foi o “desafio” do presidente Jair Bolsonaro para que os governos estaduais zerem a cobrança de ICMS sobre os combustíveis.

A fala do presidente gerou incômodo nos governadores porque passou à população a ideia de que basta uma canetada dos chefes dos poderes estaduais para reduzir o preço dos combustíveis. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) chamou a proposta de Bolsonaro de “irresponsável”; Flavio Dino (PCdoB), do Maranhão, disse que não levaria o desafio a sério; e Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), do Paraná, afirmou que a única forma de fazer isso seria se o governo compensasse as perdas estaduais.

Segundo Ratinho Junior, a participação de Guedes no encontro com os governadores dissipou qualquer tensão que pudesse existir sobre o assunto.

“O ministro Paulo Guedes tem muito crédito. Ele tem demonstrado uma vontade de acertar nas propostas que tem colocado à sociedade [...] Ele deixou muito claro que diante da realidade dos estados e do próprio governo federal, sem fazer a reforma tributária, ninguém consegue fazer uma redução de alíquotas”, relatou Ratinho.

Segundo o governador, a reforma tributária foi o norte da conversa sobre tributação dos combustíveis, debate do qual os governadores não podem ficar de fora.

“A questão do combustível foi uma demonstração de que estados e União têm muito peso na carga tributária como um todo. E, para isso, a única saída é a reforma tributária”, afirmou Ratinho.

A análise do governador do DF foi no mesmo sentido.  “No futuro, com a reformulação do Estado, a votação da reforma tributária e a formulação do pacto federativo, teremos condições de reduzir não só os impostos dos combustíveis, mas de diversas outras áreas”, disse Ibaneis Rocha.

10 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]