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Lula criticou o teto que limita os gastos e que evita que o gestor público haja com populismo na definição do Orçamento.
Lula criticou o teto que limita os gastos públicos e que evita que o governo haja com populismo na definição do Orçamento.| Foto: Ricardo Stuckert

A candidatura de Lula à presidência da República em 2022 é o maior desastre contratado que existe hoje na vida pública brasileira. Não tem como ser diferente: está tudo lá, com todos os artigos e parágrafos, data de vigência e firma reconhecida. Ninguém vai poder dizer, depois, que foi uma surpresa, ou que não esperava uma coisa dessas do ex-presidente. Já se conhece, por ser do conhecimento geral, a essência desse contrato. Mas Lula está dando, como se diz, “um plus a mais”.

Além dos itens que por definição vêm junto com ele, como a roubalheira cinco estrelas e a invasão do funcionalismo público por todo o tipo de portador de alguma carteirinha do PT, o candidato está fazendo questão de dar detalhes precisos de como vai construir a sua próxima calamidade.

O último artigo incluído no texto do contrato foi a promessa, feita há pouco por ele, de que pretende eliminar o teto de gastos que o governo está obrigado por lei a obedecer — uma das principais conquistas econômicas do governo de Michel Temer, junto com a eliminação do imposto sindical. A lei é um dos poucos alicerces que seguram de pé, ou mais ou menos de pé, o Estado brasileiro de hoje.

Ao mesmo tempo, é o pior obstáculo para o estilo PT de governo, baseado na transferência em massa de recursos do erário para os bolsos privados dos amigos — de empresários a sindicatos, de donos de universidades aos programas de esmola para quem não quer trabalhar.

Ao prometer o fim do teto de gastos, Lula anuncia publicamente que vai quebrar o Brasil pela segunda vez — na primeira, com a sua “Nova Matriz Econômica” e a participação decisiva de Dilma Rousseff, enfiou o Brasil na pior e mais prolongada recessão na sua história econômica moderna. Até hoje, cinco anos depois, a destruição de empregos crida pela dupla Lula-Dilma continua a envenenar o país. Ele promete, agora, dobrar a aposta.

No meio da costumeira bateria de disparates que costuma usar quando ameaça o Brasil com seus programas econômicos, Lula veio, desta vez, com a história de que o teto de gastos públicos favorece “os banqueiros” e não o pobre que recebe “300 reais” por mês. É uma dupla falsificação.

Em primeiro lugar, o teto é uma das poucas defesas que a imensa maioria da população tem contra o assalto maciço ao Tesouro Nacional praticado pela politicalha, empresários ladrões e castas de altos funcionários; é o que mais atrapalha a torra geral dos impostos por parte dos que mandam no governo.

Em segundo lugar, nunca houve na história deste país um presidente tão amado pelos banqueiros como Lula — é amado até hoje, e faz parte das suas grandes esperanças para 2022, como acontece com as empresas fornecedoras do Estado e os empreiteiros de obras públicas.

Não existe um “novo Lula”, equilibrado e “distante dos extremos”, como a propaganda vai ficar dizendo até o dia da eleição. O Lula que existe é esse mesmo do “teto de gastos”, com os seus compromissos públicos de arruinar o Brasil mais uma vez.

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