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ômicron
Paciente faz teste para detectar a Covid-19: ômicron é bastante contagiosa, mas causa poucas internações.| Foto: André Coelho/AFP

Essa “variante” ômicron, ou coisa que o valha, está sendo um perfeito desapontamento. Grandes esperanças foram depositadas nela pelo lobby mundial da Covid, essa constelação disforme de organizações, pessoas e partidos que lutam há dois anos para suprimir as liberdades individuais e coletivas em nome da necessidade de “salvar vidas”.

Mas a menos que essa ômicron se mostre tão ou mais fatal do que as “cepas” anteriores, e faça isso rápido, não vai dar para segurar as ameaças de novos “lockdowns” e outras medidas de repressão que o movimento “Covid até o Dia do Juízo Final” tinha esperanças de impor mais uma vez à sociedade.

O vírus da moda se espalha rápido, mas leva muito menos gente para o hospital – e mata muitíssimo menos que as “variantes” que vinham se manifestando até agora. Não é suficiente, portanto, para permitir que governadores e prefeitos voltem à política do “fecha-tudo-fique-em casa” – e a todas as maravilhosas vantagens que sua vida de tiraninhos lhes deu nestes últimos dois anos, inclusive a de gastar dinheiro dos estados e prefeituras sem prestar contas a ninguém.

A ômicron apareceu justamente no momento em que o lobby mundial pró-Covid mais precisava: o número de mortes vinha caindo dramaticamente, e a vacinação passou a mostrar seus efeitos nos países onde foi aplicada de maneira maciça – no Brasil, até agora, foram cerca de 350 milhões de doses. A nova praga poderia corrigir essas melhorias – e dar mais tempo de vida à repressão sanitária que tanto encanta a elite, a mídia e as classes intelectuais deste país.

A Covid serve a interesses imensos – das ”autoridades locais” e dos seus capitães-do-mato até os milhões de funcionários públicos que há dois anos estão ganhando salário sem sair de casa, dos professores que não dão aulas desde 2020 aos jornalistas que não precisam ir mais às redações, de executivos que fazem “home office” a empresários refugiados em seus iates de Angra dos Reis.

Serve, mais do que tudo, às forças que lutam contra a liberdade, e que sonham com um Brasil submetido a seus “protocolos”. Para todos esses, a situação fica pior sem Covid e melhor com Covid. É claro que lutam para ela não ir embora.

A ômicron era a sua grande esperança para 2022. Mas terá de mostrar mais serviço do que mostrou até agora. Ou, então, a Covid terá de ser substituída, ou reforçada, pela gripe comum, pelas tosses, rinites e resfriados, pela dor de cabeça e por vírus que já tiveram seus dias de mais fama. O lobby mundial que briga para “mudar a sociedade” vai continuar em ação.

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