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Cíntia Chagas, a professora de Português mais divertida do Brasil, é a convidada de Leda Nagle no Gazeta Entrevista desta semana. “O erro de Português é como mau hálito. A pessoa que tem não sabe que tem, quem está em volta percebe, mas ninguém fala para ela”, compara.

Sobre a linguagem neutra, ela disse: “Se coloca como algo para incluir as pessoas, mas na verdade ela exclui. Exclui os cegos, que fazem leitura por meio de softwares, exclui o surdo, que usa linguagem labial, os disléxicos e as crianças e adolescentes, porque impõe dificuldade de aprendizado”. Para Cíntia, a inclusão do vocabulário neutro não passa de “militância da ideologia de gênero”.

O preconceito linguístico também foi tema para a conversa. “Essa ideia do preconceito linguístico parte da concepção de que, no Brasil, quem tem acesso à educação é a elite. E que se você vira para o homem do campo e fala que 'menas' está errado, você está desmerecendo a variante linguística dele”, afirma Cíntia. Por defender que a norma culta impere em sala de aula, ela garante já ter sido demitida 10 vezes de escolas e cursinhos.

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