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Não sou especialista em marketing. Não sou marqueteiro político. Se me formei em Comunicação Social, não foi como publicitário, mas como jornalista... Tenho alguns livros na estante sobre campanhas políticas, mas foram apenas folheados, usados em pesquisas simples... O que escrevo agora sobre o assunto me vem mais da observação, de uma experiência razoável com coberturas eleitorais, da intuição. E, claro, da percepção dos problemas mais urgentes que o Brasil precisa resolver. E a discussão de soluções deve permear os próximos meses, até o fim das eleições.
O que nos aflige mais são, sem dúvida, os altos índices de criminalidade. É tanto roubo, tanto assalto, tanto furto, tanto assassinato... E que nunca permitam, nesse Brasil de absurdos, que frequência determine normalidade. E que fique claro que, com o PT no poder por quase 18 dos últimos 24 anos, a situação só piorou. Não há combate verdadeiro aos bandidos; há, sim, um discurso de proteção a eles, de cumplicidade, e contra as forças de segurança. E isso envolve um esquema nojento no Legislativo, para barrar o endurecimento das leis contra criminosos. Dos sequestradores do empresário Abílio Diniz aos ladrões de celular, passando pelos chefes de facções, todos agradecem.
É com os fatos que os marqueteiros das campanhas de oposição devem trabalhar contra o PT e, consequentemente, a favor do Brasil
O Brasil também voltou a ser entregue à corrupção. Quem diria que isso aconteceria, com a volta de um petista ao Palácio do Planalto? Com a agravante de que agora existe uma aliança entre PT e o STF. Até a ONG Transparência Internacional tem denunciado os movimentos que permitiram livrar tantos corruptos, que estão aí, prosperando, fazendo negócios com o poder público, até com ministros do Supremo, sendo eleitos e reeleitos. Enquanto isso, juízes, procuradores, policiais, auditores fiscais, aqueles que querem combater a corrupção são perseguidos. Dos corruptos do mensalão e do petrolão à turma do caso Master e do roubo no INSS, passando pelos envolvidos no caso Waldomiro Diniz, no escândalo dos aloprados, todos agradecem.
Outro ponto que deve estar na campanha de todos os candidatos de oposição é a gravíssima situação econômica do Brasil. É mais um calcanhar de Aquiles do PT. Nada vai bem... Temos déficit fiscal e dívida pública crescendo sem parar, inflação e juros altos, empresas fechando, população endividada... E será sempre assim, quando se aposta num Estado gigantesco, que gasta muito e gasta mal. São fatos, e é com eles que os marqueteiros devem trabalhar contra o PT e, consequentemente, a favor do Brasil. Do outro lado, a turma do Lula vai se servir, como sempre, de sua matéria-prima principal: as narrativas falsas. Espero que o mundo real se imponha, com as melhores estratégias para apontar a mentira e estabelecer a verdade.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Luís Ernesto Lacombe é jornalista há 37 anos. Trabalhou nas principais emissoras de televisão do Brasil. Recebeu o Troféu Imprensa e, por duas vezes, o Prêmio Comunique-se. Hoje, comanda a Revista Timeline e produz conteúdo para suas redes sociais, que reúnem quase 10 milhões de pessoas. É autor best-seller, com cinco livros publicados, de gêneros variados: poesia, literatura, romance e crônica. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



