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Promessa do MMA nacional desabafa e pede chance no UFC

  • PorFernando Rudnick
  • 16/11/2017 19:31
Killys Mota tem dez vitórias em dez lutas de MMA. Foto: Cassiano Correira/PhotoFight
Killys Mota tem dez vitórias em dez lutas de MMA. Foto: Cassiano Correira/PhotoFight| Foto:

Com dez vitórias em dez lutas profissionais de MMA, o paulista Killys Mota aparece em diversas listas de promessas do esporte.

Seu cartão de visitas é a agressividade, característica que lhe já rendeu cinco nocautes e três finalizações. O peso-leve (até 70 kg) de 27 anos, no entanto, desabafou em entrevista ao Luta Livre.

Apesar dos resultados expressivos, ele ainda vê uma barreira limitando seu potencial para estar nos maiores palcos do mundo, como o UFC ou o Bellator.

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“Atualmente, falta oportunidade em grandes eventos. A prioridade é local, então as promoções não estão colocando tantos brasileiros para lutar. As portas não estão tão abertas como era antes”, lamenta o atleta da academia CM System, de Curitiba.

“Estou invicto há mais de seis anos e sei que com esse cartel eu poderia lutar fora do Brasil, me vejo lutando entre os top 15 do UFC, sem dúvida. Tenho um recorde bom o suficiente para isso. Mas têm lutadores que entram no evento com números piores”, completa.

O desabafo do lutador é embasado por sua rotina diária. Sem conseguir dedicar 100% do seu tempo à luta (por falta de incentivo financeiro), ele precisa trabalhar como segurança para pagar as contas e manter esposa e dois filhos.

“Devido à falta oportunidade para entrar no UFC, tenho de trabalhar porque no Brasil você tem que ser lutador. Atleta, na verdade, quase ninguém é. Mas acredito que minha oportunidade vai chegar. E quando chegar, vou focar no meu sonho e agradecer todo mundo que me ajuda a um dia ser campeão”, diz o peso-leve.

“Temos ótimos atletas em todas as categorias na CM System. Também temos o Elizeu Capoeira dando show no UFC, o Felipe Silva que é casca-grossa. Temos material humano. Falta nos enxergarem e darem oportunidade. Treinamos todo dia pensando no cinturão”, finaliza Killys Mota.

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