i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Luta Livre

Foto de perfil de Luta Livre
Ver perfil

Promessa do MMA, Killys Mota leva vida dupla para pagar as contas

  • PorFernando Rudnick
  • 10/08/2017 11:46
Promessa do MMA, Killys Mota leva vida dupla para pagar as contas
| Foto:

Invicto em nove lutas profissionais de MMA, o paulista Killys Mota enfrenta o paranaense Alan Moziel na noite deste sábado (12), no Ginásio do Tarumã, pelo Brave 8.

SIGA O LUTA LIVRE NO FACEBOOK

E se tudo der certo para o lutador da CM System, ele volta a trabalhar já no dia seguinte, menos 24 horas depois entrar no octógono.

Segurança particular, o atleta de 26 anos está escalado para um turno de 12 horas no serviço. Afinal, é a vida dupla que paga as contas de verdade.

“Infelizmente não tem o que fazer. O mundo do MMA não dá o retorno que se espera. Tenho dois filhos, esposa. Tenho que trabalhar”, explica.

Nesta semana, Killys emendou a longa jornada entre segunda e terça-feira, das sete da noite às sete da manhã. Ganhou folga do patrão até sábado, um alívio para quem tem que cortar peso para chegar aos 70 kg da categoria leve.

Normalmente, sua rotina é insana. Após passar a noite em claro, ele vai para casa ao raiar do sol, troca de roupa e logo sai para deixar o filho na escola. Depois, o paulista de Registro treina das 10h às 12h, retorna para casa, almoça, descansa e volta para a academia às 15h.

Quando o segundo treinamento do dia acaba, já está na hora de buscar o pequeno Pietro, de quatro anos, na creche. E não acabou por aí. Se ele está de folga (sua jornada é 12x36h), não foge do treino de jiu-jítsu às 19h.

Por enquanto, sem dedicação total, Killys se considera mais lutador do que atleta. Seus resultados até aqui, no entanto, mostram o quão longe ele pode ir.

“Considero tudo isso como um investimento. Falo para minha mulher [Gisele] que tudo que estamos passando agora é para poder colher no futuro… Por enquanto vamos empurrando com a barriga. Se Deus quiser vou conseguir um contrato com um grande evento para poder viver da luta”, diz o segurança, que ganha R$ 1500 mensais — sem carteira assinada.

Para lutar, ele normalmente recebe entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. A bolsa do Fight2Night, em abril, foi exceção: R$ 4 mil, metade dela por ter nocauteado o experiente japonês Akihiro Gono. No fim, após os descontos, sobraram R$ 2,5 mil.

Mas como a renda proveniente do ringue é incerta (foram só duas lutas em 2016) e ele não tem patrocínio, ainda é impossível focar só no sonho. E sempre foi assim na vida do peso-leve.

Killys veio morar em Curitiba aos 16 anos. Sua intenção era arranjar um emprego e deixar para trás a rotina complicada na favela em São Paulo. “Era muito envolvimento com coisa errada, drogas. Vi que não teria futuro lá”, admite.

Na capital paranaense, Mota trabalhou como servente de pedreiro, soldador, e também em uma madeireira. Mas só conseguia se ver como lutador, paixão que desenvolveu desde criança quando assistiu a uma fita cassete do Pride.

Como amador, foram 25 lutas e apenas uma derrota. Depois de passar por várias academias em Araucária e na CIC, ele chegou à CM System há nove meses, onde espera dar o grande salto para mudar sua realidade.

“O Cristiano Marcello [técnico] é um cara que tem muito a agregar para mim, considero um paizão que me acolheu e está me guiando”, elogia.

Criado pela mãe, já falecida, Killys Mota só quer honrar o sobrenome de dona Maria Helena e construir um legado para os filhos.

Para isso, não há outro caminho, garante.

“Só a vitória te coloca pra frente, um degrau de cada vez. Se você perde, vai dez para trás, é muito injusto. Mas eu sei que vou escrever meu nome no MMA”.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.