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Na relação cotas de TV e pontos ganhos, Atlético foi 3º e Chape campeã

Torcida do Furacão no jogo com o Flamengo. Marcelo Andrade/Gazeta do Povo.

Fechado o Brasileiro, é tempo de balanço. E uma das análises mais interessantes, e que normalmente passa ao largo dos debates, trata do desempenho dos clubes de acordo com seu potencial financeiro, retratado pelas cotas de televisão.

Nesta competição paralela, o Atlético terminou em 3º lugar, condição um tanto melhor do que a colocação real do Furacão na disputa, 6º lugar. Quem fez mais com menos no campeonato foram Chapecoense e Ponte Preta, seguidos do Figueirense (rebaixado).

É motivo para se orgulhar, sem dúvida (exceto pelo Figueira, que não adiantou nada). Afinal, a disparidade é imensa. O Brasileiro é uma guerra de alguns clubes munidos de pistolas contra outros armados de tangues de guerra, caças, exércitos numerosos.

Buscando mudar esse panorama, que só no Brasil é tão desproporcional, Atlético e Coritiba abandonaram a Primeira Liga, grupo que decidiu seguir praticamente o mesmo caminho. Atitude louvável, diga-se.

O Flamengo, último adversário do Atlético, por exemplo. Coube ao Mengo R$ 170 milhões em cotas de televisão para 2016. O Corinthians, que duelou com o Rubro-Negro por uma vaga na Libertadores até o fim, levou o mesmo valor. Veja mais abaixo os números dos 20 clubes.

O Furacão, por sua vez, ficou com R$ 35 milhões. A diferença é astronômica. Que alguns times faturem mais que os outros, é absolutamente normal. Que determinados clubes ganhem quase cinco vezes mais que os concorrentes, é completamente antiesportivo.

Na comparação ganhos/pontos, o Atlético “gastou” R$ 614 mil por ponto na competição (57 pontos). Já o Flamengo “pagou” R$ 2,3 milhões (71 pontos). O Corinthians R$ 3 milhões (55 pontos). E o campeão Palmeiras “comprou” cada ponto (80) por R$ 1,2 milhão.

O Coritiba, por sua vez, ficaria na 7ª colocação da disputa considerando o potencial financeiro. O Coxa “gastou” R$ 760 mil por cada ponto que conquistou (46). Desempenho considerável na comparação com os demais.

Veja abaixo a classificação do Brasileiro de acordo com a relação cota de tevê/pontos conquistados

1º Chapecoense e Ponte Preta: 377 mil

2º Figueirense: 540 mil

3º Atlético: R$ 614 mil

4º Santa Cruz: 645 mil

5º América-MG: 714 mil

6º Sport: R$ 744 mil

7º Coritiba: R$ 760 mil

8º Vitória: 777 mil

9º Atlético-MG: R$ 952 mil

10º Botafogo: R$ 1 milhão

11º Cruzeiro, Grêmio e Santos: R$ 1,1 milhão

12º Fluminense e Palmeiras: R$ 1,2 milhão

13º Internacional: R$ 1,3 milhão

14º São Paulo: 2,1 milhões

15º Flamengo: R$ 2,3 milhões

16º Corinthians: R$ 3 milhões

Veja quanto cada clube recebeu de cota de televisão em 2016:

Corinthians e Flamengo: R$ 170 milhões

São Paulo: R$ 110 milhões.

Palmeiras: R$ 100 milhões.

Santos: R$ 80 milhões.

Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo: R$ 60 milhões.

Atlético, Coritiba, Sport e Vitória: R$ 35 milhões.

Ponte Preta, Chapecoense, Figueirense, Santa Cruz e América-MG: R$ 20 milhões.

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