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Alguém me enviou uma ótima sugestão de leitura para quem está com o pé no altar. Não, não se trata do Código de Defesa do Consumidor. Depois que a festa acaba, o casal se vê diante de uma eternidade juntos (é o que esperam) mas, muitas vezes, sem muita noção de como lidar com os conflitos.

Em seu livro O Retorno e Terno, o psicanalista e pensador Rubem Alves divide os casamentos em dois grupos: aqueles que parecem uma partida de tênis e aqueles que se asemelham a uma de frescobol.

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Na primeira modalidade de união, o objetivo é jogar uma bola forte e enviesada de forma a fazer o outro errar. No final, um ganha e o outro perde. E o jogo acaba.

Já no joguinho que costuma acontecer na praia, com os dois relaxados, a bola vai de forma suave de um lado para o outro, e ninguém quer que o parceiro erre – já que o erro implica parar tudo e esperar a procura da bola, que pode até se perder no mar.

Alves conclui que a “bola” do relacionamento é preciosa: são nossos sonhos, impressões, pensamentos, muitas vezes só relatados ao cônjuge, e para mais ninguém.

Triste quando o outro nos corta em meio ao jogo da conversa e a gente erra. O bom é devolver a bola ajeitadinha, esperando que o jogo nunca acabe.

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A relação do casamento com uma partida de tênis foi usada pela escritora americana Lionel Shri­­ver em romance Dupla Falta. Já escrevi sobre ele para o Caderno G.

Na história, uma tenista hiper-competitiva treina desde criança e vai muito bem. Até que conhece um parceiro de jogo super talentoso e com uma maturidade emocional mais em dia. A relação evolui para um casamento e… vou deixar vocês lerem, nada de contar o final.

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Alguma sugestão de livros úteis sobre relacionamento?