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Fonte: Visual Hunt
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Saudações!

Queria começar o texto de hoje com uma pequena historinha:

“Onde dói amiga?
Era uma vez três amigas! Elas se conheceram no início do ano letivo da Escola São Paulo.
No primeiro dia de aula foi até engraçado! A professora Patrícia se apresentou e pediu que cada aluno dissesse o seu primeiro nome! As três, por coincidência, sentaram na primeira fileira, nas três primeiras cadeiras e tinham nomes muito parecidos: Ana Paula, Ana Lara e Ana Claudia.
Não tenho certeza, mas suponho que foi ali que nasceu a amizade entre elas.
A amizade é leve, doce e escolhe sua morada de modos surpreendentes. Não há uma receita ou um modo único…

Fonte: Visual Hunt

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Enfim… daquele dia em diante, estavam juntas no recreio, na biblioteca e em alguns finais de semana.
Elas passaram a se chamar por apelidos carinhosos, para não “gastar” o nome Ana: Apa, Ala e Adia!
Era uma sexta-feira de setembro e o clima estava convidativo para atividades ao ar livre. As meninas combinaram de se reunir na Praça das Amoreiras para andarem de bicicleta pelas redondezas no dia seguinte.
Ao chegar em casa, Ana Paula descobriu que a mãe havia combinado uma pequena viagem até o sítio sua avó. Ficou muito feliz porque amava sua abuela*. Lembrando-se do compromisso assumido, ligou para as parceiras e contou do passeio.
O final de semana passou mais rápido do que o coelho da Alice no País das Maravilhas… Segunda-feira, Ana Paula estava mais animada do que costume para encontrar suas Anas e partilhar as peripécias que aprontara no sítio com a abuela e os primos!
Ao chegar na escola, encontrou Ana Lara sentada em um banco de madeira com o rosto, o braço e a perna “ralados”. Até se assustou com a aparência da amiga e exclamou: “Ala, o que te aconteceu?”
Ana Lara contou que caiu da bicicleta no sábado e que se ralou inteira. Apa até se arrepiou, quase que podendo sentir a dor da amiga!
Ao ouvir o sinal da entrada, Ana Paula ajudou Ana Lara a se levantar e foram juntas para a sala de aula, ainda conversando sobre o bendito tombo.
Ao chegar na sala, Ana Paula já avistou Ana Claudia e foi correndo abraçá-la. Ao envolvê-la nos seus braços ela ouviu um grito de dor e não entendeu nada. Exclamou: “O que dói amiga?”.
Ana Claudia contou que também havia caído da bicicleta, junto com Ala e machucado muito suas costelas e costas. Ana Paula pediu desculpas e justificou-se: “Amiga, não dá pra ver seu machucado! Você me desculpa? Onde mais dói?”
Ana Claudia sorriu e respondeu: “Claro Apa! Meu machucado não é aparente, você não podia imaginar! Ah! Dói aqui, olha!”
E naquela semana toda, Ana Paula se revezou cuidando de suas companheiras tão queridas!”

O cenário da escola pode ser transposto para o nosso dia a dia… Muitas vezes, as “dores” das pessoas são tão aparentes como um ralado no joelho. É fácil de “ver”!


Alguns perderam entes queridos, outros estão em tratamento de saúde, enfrentando problemas familiares, financeiros e assim por diante. Sabemos como ajudar e o que falar!
Outras vezes, no entanto, as dores estão protegidas ou não são aparentes. A gente nunca sabe aonde está a dor do outro!
Têm certos fatos e sentimentos que são cuidadosamente ocultos…São ocultos porque são muito difíceis de lidar, porque nos expõe e fragilizam, porque expõem pessoas que amamos, porque nos fazem sentir errados e culpados, porque não tem solução, porque simplesmente não “damos conta”… As razões podem ser muitas…
Como não sabemos onde está a dor do outro, evite perguntas invasivas como: você não vai engravidar? Por que você não casou?:Você não pode pagar uma escola particular? Você não se dá bem com sua mãe? Seu filho ainda não lê? Tá grávida de novo? Seu irmão ainda está desempregado?
Evite discursos prontos: todo gordo é preguiçoso, todo magro é magro de ruim, toda mulher com esmalte descascado é relaxada, depressão é frescura, suicídio é mimimi, bêbado é vagabundo, mulher que apanha é covarde e por ai afora.
Não emita julgamentos precipitados. Cuidado com os pré-conceitos e preconceitos!

Ao tocar o mundo do outro, faça-o com tato, empatia, carinho e respeito!

Um beijão,

Dani

*abuela – avó em espanhol.

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