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Café, abóbora… as cervejas e seus novos sabores
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Cervejas de sabores diferenciados, como a Hop Arabica, ganham cada vez mais adeptos no país. (Foto/ Valterci Santos)

Há cervejas e cervejas. Até bem pouco tempo aquela que é considerada a “bebida nacional”, pela maciça preferência dos brasileiros, estava presente praticamente em todos os eventos, em todos os cantos, em todas as mesas, sozinhas ou acompanhadas. Bastava que fosse bastante. E o que mais se ouvia falar por parte de quem organizava festas ou churrascadas era o “as caixas de cerveja eu já garanti”, como se importante fosse o volume e não o sabor específico – já que todas elas eram muito parecidas.

Pois bem. Os tempos mudaram, cresceu a importação e o pessoal daqui descobriu que as cervejas podem ter diversos sabores, dependendo dos ingredientes utilizados ou dos processos de fabricação. E esse interesse cada vez maior pelo novo incentivou o crescimento das micro-cervejarias, boa parte delas saindo dos fundos de quintais para oferecer produtos incríveis.

O estado do Paraná tem sido privilegiado pela qualidade de seus cervejeiros. Que, cada vez mais ousados, realizam experimentos para diversificar a gama de sabores, mantendo a qualidade em alta, que é como hoje a exigente parcela dos consumidores que trocou a quantidade pelo paladar mais apurado demanda.

Nos últimos dias tive a oportunidade de conhecer duas cervejas especiais aqui mesmo da terra e fiquei encantado com ambas. Uma delas tem um lance de café em seu gosto. A outra, de abóbora. Em ambas sem que haja qualquer invasão de sabor além dos limites, sem tomar conta ou ultrapassar a fronteira que tire a referência preferencial da cerveja.

Café

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Hop Arabica, cerveja com toque final de café – lançamento da Morada. (Foto/ Valterci Santos)

O toque de café vem da cerveja Hop Arabica, produzida como resultado de uma parceria entre o Lucca Cafés Especiais e a Morada Cia. Etílica. O nome faz uma relação entre os dois, a cerveja (Hop, que significa lúpulo em inglês) e o café (Arabica, do nome científico da planta, Coffea arabica), que é um café especial, cultivado na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. E mesmo tendo café na fórmula, ao contrário do que se imagina, trata-se de uma cerveja clara, leve e refrescante, que leva.

A cerveja colaborativa foca, sobretudo, na harmonia entre os aromas do café e dos lúpulos frutados, que dão um toque cítrico, floral e leve, combinando com o estilo de café escolhido. Para os mais observadores, a começar pelo fabricante, André Junqueira, cervejeiro e proprietário da Morada Cia. Etílica, tem uma acidez marcante e notas de rapadura, que completam perfeitamente a personalidade dos lúpulos.

Com 5% de teor alcoólico, a cerveja será comercializada por um valor entre R$ 12 e R$ 14, em garrafas de 355 ml. O design do rótulo assinado por Daniel Mazer, da D-Lab, une os ramos de café com as folhas do lúpulo em harmonia com o sabor da cerveja. Comercializada inicialmente no Brasil a La Carte, a bebida terá distribuição inicial para os estados do Paraná e Santa Catarina, na região Sul, e São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, na região Sudeste.

Abóbora

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Bier Hoff Jerimoon, cerveja com nuances de abóbora – lançamento da Bier Hoff. (Foto/ Divulgação)

Já a cerveja de abóbora, a “pumpkin ale” muito cultuada nos Estados Unidos, especialmente em época de Halloween, chega ao nosso alcance por iniciativa da microcervejaria Bier Hoff, fundada em 2002, em Curitiba, com o conceito inovador de produzir chopp dentro do próprio restaurante. Com três filiais na capital paranaense, uma em Joinville, outra em Maringá e uma em Londrina, a demanda de produção aumentou e deu origem a uma fábrica moderna de cervejaria artesanal, No
Boqueirão, que atualmente abastece todos os restaurantes. As casas Bier Hoff são equipadas com tanques de maturação, que garantem a conservação do sabor das bebidas, e copos especiais para o consumo correto.

A Bier Hoff Jerimoon é a nona cerveja da marca, e tem mesmo um interessante (porém não saturante) sabor de abóbora ao final do gole. O rótulo é bem interessante e o nome vem de um trocadilho entre o jerimum (abóbora no nordeste brasileiro) e “moon”, de lua, em inglês. Tanto que tem uma lua cheia no alto da figura e algumas abóboras em baixo. A abóbora caramelizada dá o tom principal, combinada com cinco diferentes tipos de malte importados, além de especiarias como canela, gengibre, cravo, noz-moscada e pimenta Jamaica. A garrafa de 355 ml já está sendo comercializada nos pontos de venda (mercados e supermercados) a R$ 12,50.

São os novos caminhos da cerveja nacional, seguindo as bem sucedidas experiências que há anos se realizam lá fora e que por aqui agora encontram cada vez mais espaço entre os consumidores, já não tão mais inclinados a caixas e caixas do mesmo sabor e sim na busca de desafios para o paladar.

E bota desafio nisso.

 

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