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O novo espaço do Pobre Juan agora aproveita todo o espaço da sacada, que foi climatizada para poder abrigar as mesas.
O novo espaço do Pobre Juan agora aproveita todo o espaço da sacada, que foi climatizada para poder abrigar as mesas.| Foto: Patricia Amancio

Quando o chef Kazuo Harada me ligou num sábado à tarde para avisar que estaria abrindo um restaurante em Curitiba, o Emy, fiquei animado. Contar com o retorno desse chef premiado e de sua comida seria tudo o que o curitibano apreciador da boa comida gostaria de ter.

Na ocasião, escrevi sobre o assunto (confira aqui), mas logo em seguida fiquei intrigado. Ele me disse que seria no Shopping Pátio Batel, ocupando boa parte do local onde funcionava o restaurante Pobre Juan.

Sempre gostei do Pobre Juan, me impressionou desde a inauguração da filial curitibana, em 2013 (registrei na ocasião, confira aqui). Eram amplas instalações, com um salão estiloso e uma adega para três mil garrafas, em rótulos dos mais expressivos, onde, num balcão, era possível degustar tapas e harmonizar com taças de vinho.

A adega está agora situada em outro canto, mas mantendo a qualidade e a diversidade dos rótulos disponíveis.
A adega está agora situada em outro canto, mas mantendo a qualidade e a diversidade dos rótulos disponíveis. | Foto: Patricia Amancio

Pois bem, esse ambiente é o que não existe mais. Foi suprimido, dando lugar ao futuro Emy. Mas o novo espaço de vinhos e tapas, claro, está posicionado próximo à entrada do restaurante. E oferece as mesmas opções e o mesmo conforto do anterior.

O salão, a rigor, não perdeu muito, pois a privilegiada sacada, com vista para o bosque, agora está climatizada, também ocupada por mesas, criando um ambiente agradável e aconchegante.

Novidade no cardápio: Camarões na brasa, molho de limão siciliano, servidos com um risoto à nero di sépia (tinta de lula) e tomates assados.
Novidade no cardápio: Camarões na brasa, molho de limão siciliano, servidos com um risoto à nero di sépia (tinta de lula) e tomates assados.| Foto: Patricia Amancio

O menu

A rigor, o cardápio da casa segue a mesma linha consagrada, marca da rede em suas outras 12 casas no Brasil, nas cidades de São Paulo, Alphaville, Campinas, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Tive a oportunidade de provar algumas novidades do cardápio, noites atrás, justamente ao lado de Luiz Marsaioli, sócio-proprietário do Pobre Juan. Conversamos muito sobre a trajetória da rede e o sucesso obtido, principalmente pela rigorosa seleção de ingredientes e de profissionais. Jovem ainda, fiquei muito impressionado com ele.

Na ocasião, a chef Priscila Deus, que comanda a linha gastronômica da rede desde o início (em 2004), entre uma saída aqui, um curso ali e sempre o retorno garantido, apresentou alguns pratos e discorreu sobre as novidades que estavam sendo implantadas.

Como os Camarões na brasa (R$ 168). Grelhados na parrilla, os camarões têm a acidez do molho de limão siciliano e são servidos juntamente a um risoto à nero di sépia (tinta de lula) e tomates assados. Porque parrilla não significa exatamente carne vermelha ou embutidos e sim tudo que vai para a grelha com fogo de lenha, como é comum na Argentina e no Uruguai. E os camarões, que ganham só uma leve tostada, o suficiente para dourar e ganhar sabor, ficam realmente deliciosos.

com farofa crocante na Pirarucu amazônico na parrilla, com manteiga de garrafa, arroz de coco, purê de banana e molho de moqueca.
com farofa crocante na Pirarucu amazônico na parrilla, com manteiga de garrafa, arroz de coco, purê de banana e molho de moqueca. | Foto: Patricia Amancio

Da mesma maneira que o Pirarucu amazônico (R$ 102), que é comercializado por comunidades locais da Amazônia, para ajudar na conservação da floresta. É servido com farofa crocante na manteiga de garrafa, arroz de coco, purê de banana e molho de moqueca. Do mar, ainda tem o Salmão missô (R$ 106) - salmão grelhado e caramelizado com missô, servido com vegetais na brasa e molho teriyaki.

Aliás, eles já têm tradição em sugerir bons peixes grelhados, como a merluza negra do Pacífico, que, logo após a inauguração, chegava à mesa com molho cítrico, crispis de alho-poró e aspargos grelhados.

Claro que as carnes são as estrelas principais, não poderia ser diferente. Há sempre um grande caso de amor entre elas, o fogo e a parrilla. Delas, o mais badalado, certamente, é o bife de ancho Wagyu A5. Produzido em Kagoshima, no Japão, a carne é importada pelo restaurante Pobre Juan e recebe a classificação A5, o mais alto nível de qualidade de carne do mundo, além de ter o grau de marmoreio BMS 10, que é encontrado em apenas 1% da carne japonesa.

Wagyu A5 tataki - finas fatias levemente seladas, com molho oriental e um  purê de Wasabi.
Wagyu A5 tataki - finas fatias levemente seladas, com molho oriental e um purê de Wasabi.| Foto: Patricia Amancio

Tão importante é a certificação, que a própria chef fez questão de apresentar o estojo no qual o belo naco de wagyu está contido. Como se fosse uma joia rara, valiosa. E, pensando bem, não deixa de ser.

O prato que chega à mesa é o Wagyu A5 tataki (R$ 142), que são finas fatias de Wagyu, levemente seladas, com molho oriental e um agradavelmente intrigante purê de Wasabi. Tudo a ver com o Japão, para, digamos, a carne se sentir em casa.

Wagyu certificado e com classificação nível 10 de marmoreio, apresentado ao natural para os clientes da casa.
Wagyu certificado e com classificação nível 10 de marmoreio, apresentado ao natural para os clientes da casa. | Foto: Simone Meirelles (Comer e Curtir)

Mas também degustei outro prato de carne que me impressionou: o Tomahawk (que já conhecia aqui, especialmente do Black Angus, justamente o servido na casa), que é um corte do lombo bovino, entre a sexta e a décima costelas, composto pelo ancho e parte do corte da costela. O nome, pelo corte da carne, se deve a uma machadinha norte-americana, que tem esse nome. É extremamente suculento e macio. Pelo tamanho, evidentemente é uma pedida para ser compartilhada (R$ 346, mas dá até para quatro pessoas, com os dois acompanhamentos que podem ser pedidos).

A casa curitibana também recebeu um espaço privativo para eventos, o que permite a realização de confraternizações sociais e corporativas.

Padrão de qualidade

Para garantir a qualidade dos cortes Pobre Juan, a marca monitora cada etapa. Tudo começa com a seleção dos animais, passando pelo acompanhamento de sua alimentação, até o porcionamento em cortes exclusivos e controle total do processo de maturação. Apenas as peças selecionadas chegam às casas no período ideal e já prontas para o preparo.

E o resultado pode ser sentido e saboreado em cada prato. Somado ao atendimento sempre atento dos profissionais do salão, comandados pelo gestor Alex Eduardo, que veio a Curitiba contratado especialmente para tocar a casa nessa nova fase.

Paulista de São Roque, estância turística, cuja economia se concentra no turismo e na gastronomia, começou lá mesmo sua carreira, há 24 anos. Mais tarde foi convidado para entrar no grupo Pobre Juan, para a implantação e inauguração do novo projeto da rede, o Pobre Juan Barbecue, onde se uniram a qualidade das carnes servidas pela rede com um novo conceito mais rápido e acessível.

Devido ao grande sucesso desta franquia, que está crescendo em todo o Brasil, Alex foi convidado para assumir e repaginar o Pobre Juan Curitiba, onde está há dois meses, desde que o processo de reabertura da casa se iniciou, com a reforma estrutural e um reaproveitamento de espaço, bem como a implementação de novos pratos ao cardápio.

Não poderia dar errado. E dá, mesmo, é muito certo.

A nova fachada no Pobre Juan, no Pátio Batel. Aconchegante desde o primeiro visual.
A nova fachada no Pobre Juan, no Pátio Batel. Aconchegante desde o primeiro visual. | Foto: Simone Meirelles (Comer e Curtir)

Pobre Juan Curitiba

Pátio Batel – Piso L1

Avenida do Batel, 1.868 – Batel

Fone: (41) 3020-3670

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