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Sede em Curitiba da Ademicon, maior administradora de consórcios do Brasil.
Sede em Curitiba da Ademicon, maior administradora de consórcios do Brasil.| Foto: Ademicom / Divulgação

Maior administradora independente de consórcios do país, a Ademicon bateu pela primeira vez a marca bilionária de créditos comercializados em um único mês. A empresa paranaense fechou maio com R$ 1,1 bilhão de faturamento. Valor que já foi ultrapassado no mês seguinte, quando o grupo bateu novamente recorde de vendas em junho, com R$ 1,5 bilhão de créditos.

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O bom ritmo das negociações faz o grupo planejar aumento de 22% nas vendas desse ano. A meta é pular dos R$ 8,2 bilhões de 2021 para R$ 10 bilhões comercializados em 2022.

No primeiro semestre de 2022, a Ademicon já obteve crescimento de 50% em relação ao mesmo período de 2021. Nos seis primeiros meses desse ano, o volume vendido foi de R$ 5,7 bilhões, enquanto que ano passado foi de R$ 3,8 bilhões.

O segmento de imóveis segue no topo das vendas da Ademicon, representando 70% dos créditos comercializados. Porém, a administradora também vem registrando bons números nos consórcios de veículos leves e pesados.

Guilherme Carrasco, vice-presidente da Ademicon, maior administradora de consórcios do Brasil.
Guilherme Carrasco, vice-presidente da Ademicon, maior administradora de consórcios do Brasil.| Ademicom / Divulgação

"Nosso crescimento está em média 30% ao ano. Percentual que é maior do que o crescimento do mercado de consórcio no Brasil, que está em 22% ao ano", aponta o vice-presidente da Ademicon, Guilherme Carrasco.

O executivo aponta as quatro frentes que explicam o crescimento da empresa: nacionalização da rede, expansão do modelo de licenciamento nas lojas, marketing e avanço tecnológico.

Nacionalização

Nome tradicional no consórcio imobiliário no Paraná, a Ademilar se juntou em 2021 à Conseg, marca especialista em consórcio de serviço de grandes marcas, como New Holland e Iveco, para formar a Ademicon. A fusão permitiu que a nova empresa já entrasse no mercado com grande capilaridade nacional.

Antes da fusão, a Ademilar contava com 74 lojas em cinco estados. Hoje, a Ademicon tem 140 lojas em 17 estados mais o Distrito Federal. A sede segue em Curitiba e o Paraná representa a maior parte das vendas, com 32% de todo o faturamento. Porém, outros estados, e em especial as cidades do interior, ganha cada vez mais força nas negociações.

"Essa marcha para o interior é puxada pelo agronegócio. E a fusão nos levou a mais marcas do agronegócio, o que vem ajudado bastante", explica Carrasco.

Segundo o vice-presidente, a expansão pelo país tem sido conforme a demanda por produto na região. Ele cita o caso do Nordeste, onde o consórcio de veículos é muito forte. Já na Região Centro-Oeste o ticket de venda é maior e a procura, além de máquinas agrícolas, é por imóveis.

"O consórcio de veículos foi lançado há dois anos. Temos ganhado escala nesse produto, tanto que em 2022 podemos chegar a R$ 1 bilhão de créditos vendidos nessa modalidade", enfatiza o vice-presidente da empresa.

Licenciamento

Também na fusão, a Ademicon decidiu expandir o licenciamento aos vendedores de consórcio. O processo é da seguinte forma: assim que o vendedor de uma determinada unidade atinge uma meta de vendas, é convidado pela rede a ter sua própria loja da marca. "É praticamente uma franquia. Ele continua como vendedor da marca, mas com o diferencial de que vai gerenciar uma equipe de vendas", explica carrasco.

Hoje a rede tem cerca de 2 mil consultores de venda. Aproximadamente 100 são licenciados, ou seja, donos de lojas, que já comercializavam consórcio em unidades de negócios da Ademicon. Dos licenciados, a maior parte é de ex-funcionários de outras unidades da Ademicon.

Porém, o executivo afirma que a modalidade de gestão tem atraído profissionais como experiência no mercado, como ex-funcionários de bancos, além de empreendedores que queiram ter seu próprio negócio.

Para ser licenciado, o interessado precisa ter aprovado um plano de negócios da nova unidade, que não pode ser na região onde ele atuava antes como funcionário. Essa apresentação do plano é feita no próprio site da Ademicon.

Aprovado, o vendedor licenciado recebe todo o treinamento junto com a equipe de como vender os consórcios da marca. "Como o dono geralmente já é vendedor da Ademicon, ele conhece o processo", explica Carrasco.

BBB e marketing

Com a fusão da Ademilar e Conseg, a nova diretoria da Ademicon teve de traçar um plano de marketing nacional. "Como Ademilar, éramos muito conhecidos no Paraná, onde nascemos, mas precisávamos de apostas maiores para ser conhecido nacionalmente", aponta Carrasco.

Nesse processo, o que mais pesou foi a ação patrocinada de uma prova do líder no Big Brother Brasil em abril desse ano. Essa ação isolada gerou 600 mil acessos ao site da Ademicon em apenas dois dias. "Foi algo completamente fora do normal e que nos permitiu ser conhecido no Brasil. Naquela semana um dos termos mais buscados no Google foi 'consórcio'", recorda o vice-presidente da empresa.

Carrasco afirma que o diferencial da ação não foi apenas expor a marca em horário nobre. "Fizemos explicações didáticas na prova do BBB do que é um consórcio, quais as vantagens, como funciona", aponta.

"O aumento de vendas com essa ação no Big Brother não foi direta, porque a compra de consórcio não é automática, envolve decisões familiares que precisam ser debatidas antes. Mas, sem dúvida, foi fundamental para exposição da marca", conclui.

Para os próximos dias, a Ademicon vai lançar uma nova campanha publicitária nacional. Carrasco não adianta o nome, mas afirma que será com uma pessoa famosa cuja imagem se identifica com a rede. A empresa também patrocina transmissões de partidas de tênis profissional no Brasil.

Tecnologia

Na expansão que veio da fusão, a Ademicon também precisou replanejar sua estrutura tecnológica. O objetivo desse investimento foi alavancar a experiência dos parceiros e dos clientes com os produtos vendidos pela marca.

Hoje a Ademicon tem uma equipe de 40 colaboradores dedicados somente a melhoria da estrutura tecnológica. A empresa, inclusive, faz parte do Tecnoparque, programa da prefeitura de Curitiba que desonera empresas de tecnologia. A redução é de 5% para 2% na cobrança do Imposto Sobre Serviço (ISS) a empresas que participem do Vale do Pinhão, ecossistema de inovação da capital.

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