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Bankme dobra volume operado e alcança R$ 2 bilhões em operações financeiras

Fintech paranaense amplia escala em soluções de crédito para empresas e mira novos ciclos de crescimento

André Bravo, CEO da Bankme: techfin dobrou o volume de operações em um ano e alcançou a marca de R$ 2 bilhões.
André Bravo, CEO da Bankme: techfin dobrou o volume de operações em um ano e alcançou a marca de R$ 2 bilhões. (Foto: Divulgação)

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O crédito empresarial ganha novas rotas diante do cenário de juros elevados e da busca por maior eficiência financeira para as empresas. Um reflexo desse movimento é o avanço da Bankme, fintech paranaense que acaba de atingir R$ 2 bilhões em volume operado, o dobro dos R$ 1 bilhão registrados em 2025. O crescimento mostra a expansão da demanda por estruturas financeiras alternativas às oferecidas tradicionalmente pelos bancos, especialmente entre pequenas e médias empresas.

A Bankme estrutura operações para que empresas possam criar suas próprias soluções financeiras e oferecer crédito a clientes, fornecedores e parceiros. O modelo permite antecipar recebíveis, financiar transações dentro da própria cadeia de clientes e fornecedores, e melhorar o fluxo de caixa, reduzindo a dependência das linhas tradicionais dos bancos. Com a expansão da operação, a fintech já soma cerca de 200 soluções estruturadas em 22 estados brasileiros e atua em mais de 18 segmentos, com indústria, distribuição e varejo entre os principais mercados atendidos. 

“O que estamos vendo é uma mudança na relação das empresas com o crédito. Elas não querem mais depender de uma única fonte de capital e estão buscando entender como podem estruturar o dinheiro e manter o spread financeiro dentro do próprio negócio. Quando uma empresa passa a ter uma estrutura financeira própria, ela consegue transformar relações comerciais que já existem em instrumentos de crédito e, muitas vezes, reduzir o custo financeiro e tributário dessa operação”, afirma André Bravo, sócio-fundador da Bankme.

O movimento ocorre em um momento de maior seletividade no mercado de crédito. Para empresas menores, o custo de capital e as exigências para acesso a recursos podem pesar diretamente sobre o caixa e limitar investimentos e expansão. Nesse cenário, estruturas que conectam crédito, recebíveis e relações comerciais ganham espaço como alternativa para financiar a operação.

O movimento ocorre em um cenário de crédito mais caro e escasso para as empresas. Dados do Banco Central mostram que a taxa média do crédito livre para pessoas jurídicas chegou a 25% ao ano em dezembro de 2025, alta de 3,3 pontos percentuais em 12 meses, enquanto a inadimplência das empresas atingiu 2,5% da carteira no período. Para micro, pequenas e médias empresas, o próprio BC aponta condições específicas dos clientes, inadimplência e custo de funding entre os fatores que pressionam a oferta de crédito.

“Quando olhamos para os R$ 2 bilhões, não estamos falando apenas de um aumento de volume. Estamos falando de mais empresas usando o crédito de forma diferente. Existe uma oportunidade enorme em transformar contas a receber, relações com fornecedores e vendas a prazo em ferramentas financeiras mais eficientes”, diz Bravo.

A expectativa da Bankme é manter o ritmo de expansão nos próximos anos, acompanhando o avanço do modelo em que empresas passam a ter estruturas próprias para administrar e ofertar crédito dentro de suas relações comerciais. A estimativa da techfin é chegar na casa dos R$ 5 bilhões de operação até 2028. 

“Nosso próximo desafio é fazer essa lógica chegar a cada vez mais empresas. O mercado ainda está no começo dessa transformação. À medida que os empresários percebem que podem ter mais controle sobre o capital que circula no próprio ecossistema e ainda gerar otimização financeira e tributária com essa solução, a tendência é que essas estruturas deixem de ser uma alternativa e passem a fazer parte da estratégia financeira das empresas, uma vez que o spread financeiro já existe, porém, hoje, é capturado por terceiros, não pelo empreendedor”, conclui.

Sobre a Bankme

A Bankme é uma techfin que apoia médias empresas na superação dos desafios de crédito e gestão de caixa. Por meio da estruturação de soluções ágeis - viabilizados a partir da sua plataforma tecnológica proprietária e criação de securitizadoras próprias para cada empresa, que podem antecipar recebíveis, alongar prazos, tomar capital de giro e rentabilizar capital ocioso com maior autonomia, utilizando recursos dos próprios sócios, de investidores privados e da própria Bankme. Em poucos dias, essas organizações passam a operar com maior eficiência financeira e tributária, reduzindo custos e criando novas fontes de receita. Atualmente, a Bankme possui em seu quadro de investidores a DOMO VC.

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