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Pedidos de crédito ao estado explodem com crise decorrente do coronavírus
| Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

As semanas de portas fechadas para a maioria das empresas paranaenses inflaram os pedidos de empréstimos nos bancos e agências públicas estaduais. Com as contas correndo - sobretudo as trabalhistas -, empreendedores lotaram, por exemplo, as filas de crédito da Fomento Paraná, órgão do estado que criou uma linha chamada Paraná Recupera para socorrer os micro e pequenos do setor produtivo.

Se em 2019 a Fomento Paraná recebeu 5 mil solicitações de empréstimo, esse volume saltou para quase 30 mil neste ano. Segundo a agência, no entanto, “não é possível dizer quanto representa exatamente em valor, porque ainda estamos internalizando nas plataformas que precisaram ser criadas para inserir as propostas”.

A Fomento Paraná contabiliza pelo menos 2 mil contratos fechados até aqui de todas as suas linhas, mas a maioria é de empréstimos de até R$ 6 mil (justamente as do programa Paraná Recupera). Esse dinheiro foi pensado para empreendedores informais, microempreendedores individuais (MEI) e microempresas. Os recursos são liberados em três parcelas e têm como objetivo ajudar o empresário a ter renda ou pagar salário nos próximos três meses.

“O volume de contratações ainda é baixo, mas os novos contratos já representam quatro vezes mais do que a média mensal de contratos finalizados no ano passado”, disse o diretor-presidente da empresa, Heraldo Neves, em comunicado da agência. “No início desta semana, com a entrada em operação de uma plataforma adaptada às novas condições de crédito, devemos aumentar o número de contratos e principalmente o volume de recursos. Vamos passar a atender as linhas de R$ 20 mil a R$ 200 mil, que são muito aguardadas por nossos parceiros e clientes”.

Além disso, a Fomento diz renegociar pagamento de parcelas de empréstimos com prefeituras e a iniciativa privada – neste segundo quesito, são R$ 75 milhões referentes a 1.166 renegociações de contratos.

A agência ainda busca mais dinheiro para o que considera “uma superdemanda por crédito”. Uma destas fontes seria Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que anunciou um repasse de até R$ 50 milhões para financiamentos de microcrédito dentro do programa Paraná Recupera.

O BRDE, que atua nos três estados do Sul, por sua vez, diz que recebeu, neste ano, mais de 1,5 mil pedidos de crédito, somando um total de R$ 2,9 bilhões -- números referentes apenas ao Paraná. De acordo com a instituição, que opera um programa chamado de Recupera Sul, é três vezes maior do que a demanda observada em 2019. Além disso, o banco indica que há mais de R$ 1 bilhão em contratos que foram prorrogados. De 23 de março, quando a situação começou a apertar, até aqui, foram R$ 193,7 milhões aprovados em crédito.

O BRDE indica que pretende reduzir a fila para empresários que esperam liberação de dinheiro. “97,2% das solicitações já receberam retorno do BRDE (para solicitação de documentação inicial, ou até para avisar quando não há enquadramento). Nossa meta é dar retorno rapidamente, os que não receberam resposta é porque pediram financiamento nos últimos 3 dias”, diz nota.

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