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JBS
Em construção em Rolândia, unidade da JBS será a maior fábrica de empanados e salsichas do Brasil| Foto: Aen

Rolândia, município da região de Londrina, deve ganhar uma nova fábrica de empanados e de salsichas do Brasil da JBS, gigante do setor alimentício. Mas não é qualquer fábrica. Com previsão de inauguração para 2022 e investimento que chega perto dos R$ 2 bilhões, a planta será a maior de empanados e salsichas no Brasil e uma das principais da JBS em solo brasileiro.

“O Paraná tem uma série de qualidades, com DNA de produção agrícola, referência na produção de grãos e de frango, além de uma excelente mão de obra e logística. Tudo isso faz a diferença na hora de decidirmos onde fazer investimentos”, disse em maio o diretor de negócios da companhia e responsável pela unidade de Rolândia, Darlan José Carvalho,

Não é a única indústria que promete ser “a maior do Brasil” em construção no estado. A algumas centenas de quilômetros, em São Jorge D'Oeste, a goiana Piracanjuba prepara a maior fábrica de queijos do país. Com R$ 80 milhões em investimento e capacidade de gerar 300 empregos diretos, a unidade ocupará um espaço de 48,74 hectares no município do Sudoeste. Lá, a empresa pretende processar 600 mil litros de leite por dia na fase inicial. O volume deve subir para espantosos 2 milhões de litros/dia quando em pleno funcionamento (ainda não há um cronograma oficial, no entanto).

“Esta não será apenas mais uma, mas sim a maior fábrica de queijo do Brasil, além de uma pequena fábrica de leite longa-vida e uma de manteiga”, destacou o superintendente da Piracanjuba, César Helou, em setembro do ano passado, no anúncio da unidade.

As vultosas indústrias reforçam o potencial do estado para abrigar as gigantes de vários segmentos, empresas que têm as maiores produções nas áreas em que atuam. E algumas delas, aliás, já estão por aqui.

No Oeste do estado, por exemplo, estão a maior produtora de tilápias do país. A Copacol é capaz de abater 160 mil tilápias dias em suas unidades em Nova Aurora e Toledo. Desse total, a planta de Nova Aurora é o destaque: processa em média 140 mil tilápias ao dia. E esse número deve saltar nos próximos anos. A cooperativa tem um planejamento estratégico para produzir 250 mil peixes/dias até 2023.

Tais números ajudam a posicionar o estado como maior produtor de peixes de cultivo do Brasil. De acordo com números da Associação Brasileira da Piscicultura (a Peixe BR), o estado produziu 172 mil toneladas no ano passado -- um número que é mais que o dobro do segundo colocado no ranking, São Paulo, que produziu 74,6 mil toneladas.

Longe do campo, o estado tem o maior fabricante de genéricos do país. Ainda no Oeste, a farmacêutica Prati-Donaduzzi, de Toledo, pode não ser um nome tão conhecido do consumidor. Mas está ou já esteve na casa de quase todos os brasileiros. Uma liderança nos genéricos que deve avançar ainda mais, já que a empresa está construindo uma nova fábrica capaz de elevar a produção em 40%.

A nova unidade, ao custo de R$ 650 milhões, terá 11 mil metros quadrados e capacidade de produção de 3,6 bilhões de doses terapêuticas por ano. Após a conclusão, prevista para 2023, a indústria passará à capacidade de 17 bilhões de doses por ano.

No setor energético, Lapa dá espaço à maior usina de biodiesel do país. Do Grupo Potencial, a indústria é capaz de produzir por ano 900 milhões de litros de biodiesel --  ante 558 milhões do segundo colocado. Uma produção que gera empregos para mais de 200 trabalhadores locais.

Em Ponta Grossa, outra das gigantes paranaenses. A BRF mantém no município dos Campos Gerais a maior fábrica de pizzas do Brasil. A linha de produção chega a finalizar 6.400 pizzas (que serão congeladas e repassadas ao varejo) por hora. Essa unidade da BRF está em operação desde 1998, sendo uma das mais consolidadas da marca.

Não tão distante, outra líder nacional. Com unidades em Telêmaco Borba e Ortigueira, ambas cidades dos Campos Gerais, a Klabin é a maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil. Não apenas isso, é também a única no país a oferecer ao mercado solução em celuloses de fibra curta, fibra longa e fluff, além de ter a liderança nos mercados de embalagens de papelão ondulado e sacos industriais.

A empresa, fundada em 1899, deve consolidar ainda mais o seu papel de destaque no país após a conclusão do projeto Puma 2, uma nova fábrica em Ortigueira, ao lado da sua principal planta, a Puma 1. O projeto está orçado em R$ 12,9 bilhões, aplicados entre 2021 e 2023, o que representa o maior investimento privado da história do Paraná.

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