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Em um mercado que emprega mais de 10 milhões de brasileiros, manter equipes comerciais atualizadas deixou de ser apenas uma questão de treinamento e passou a ser um desafio de produtividade. Pesquisas divulgadas no primeiro semestre deste ano mostraram que apenas 21% dos vendedores batem meta de forma consistente (Raio-X das Vendas no Brasil); 43,27% das empresas não realizam treinamentos de vendas com frequência regular (Panorama Field Sales Brasil 2026); e 79% das empresas afirmam ter percebido aumento nas vendas após investir em treinamento (Pesquisa CDPV). No meio disso, vendedores acabam ficando reféns de um mercado que não supre sua necessidade de treinamento, está cada vez mais urgente e com metas agressivas, e o profissional acaba tendo que aprender fazendo.
Pensando nesses desafios que atingem o vendedor de pequenas e grandes empresas, o autônomo e até o profissional liberal, que o casal Flávia Malucelli Baltazar e Patrick Bastos teve a ideia de criar o aplicativo Devor, que une gamificação com ciclos de aprendizado e personalização por meio da IA, para suprir essa necessidade de treinamento contínuo cada vez mais latente no mercado. E não foi à toa. Ambos sentiram na pele essa dificuldade de se atualizar em meio à uma nova rotina que se formava quando o primeiro filho do casal nasceu.
“Eu trabalho com vendas há muitos anos e já treinei mais de 10 mil vendedores em grandes empresas do Brasil. Nessa jornada percebi claramente que a falta de engajamento, o alto custo de um bom treinamento, e o tempo cada vez mais escasso são fatores que impactam diretamente na evolução e na produtividade do profissional e, consequentemente, da empresa. Criar uma solução de aprendizado contínuo que não roube o tempo de trabalho e nem o tempo pessoal do vendedor se tornou algo pulsante para mim, principalmente ao me tornar pai e entender onde estão minhas prioridades”, conta Patrick, que liderou vendedores e atuou em crescimento de receita no iFood e na Mentoring League Society, fundada por Flávio Augusto, Caio Carneiro e Joel Jota.
A ideia se tornou viável com a evolução da IA e a inspiração em soluções já testadas no mercado. A possibilidade de usar o microlearning e a educação continuada por meio de uma plataforma gamificada de treinamento para vendas foi o que fez o casal se unir e se dedicar para a criação da Devor.
“Como acontece com muitos casais que se tornam pais, percebemos que era muito difícil encontrar blocos longos de tempo para estudar, fazer cursos ou se desenvolver profissionalmente. Começamos a olhar para modelos que já funcionavam muito bem em outras áreas, especialmente o Duolingo. Sempre ficamos admirados em como ele conseguia transformar pequenos minutos diários em aprendizado real. E é essa a ideia da Devor, criar um hábito diário de 15 minutos que vai contribuir de forma eficaz com a performance do vendedor”, explica Flávia Malucelli Baltazar, que o longo da carreira, liderou projetos de transformação cultural e desenvolvimento organizacional em diversas frentes em iniciativas nacionais e internacionais.
Treinar usando um lead qualificado custa muito caro
Da mesma forma que a inteligência artificial auxilia os consumidores na pesquisa sobre produtos e serviços que desejam comprar, ela também deve ser usada como uma ferramenta de apoio ao vendedor que quer atender de forma competente esse novo consumidor. No mercado B2B, por exemplo, um levantamento de 2025 da Agendor mostrou que 83% dos vendedores já utilizam IA como uma das grandes ferramentas de apoio. O grande trunfo da inteligência artificial no caso das vendas é possibilitar a alta personalização para lidar com as situações da realidade específicas de cada vendedor, sem precisar treinar com o cliente real.
“Nós comparamos nossa metodologia com a performance de um esportista. Há sempre muito treino antes de entrar no jogo. Nas vendas não é o que acontece, o vendedor aprende testando com o cliente real. No mercado de vendas, um lead qualificado custa muito caro para que seja usado para treinamento. Custa para o vendedor e para a empresa. Na Devor a experiência é conversacional, pessoal, prática e gamificada. O vendedor responde, treina, simula, erra, recebe feedback, pontua e acompanha sua evolução”, explica Patrick.
Definido como um treino ativo, isso é, que foca nos desafios particulares de cada vendedor, a Devor oferece algo que até hoje cursos, treinamentos e palestras não conseguem no mercado: sair da generalização.
“Conteúdos padronizados não conversam com o mercado, o funil e os desafios reais de
cada vendedor. No aplicativo o vendedor tem um campo seguro e individual para expor suas inseguranças, fazer tentativas e errar. Ele consegue evoluir por meio de simulações muito próximas da realidade, feedbacks personalizados e análises de pitch de vendas via áudio. É gerado um relatório com insights para que o usuário entenda seus pontos positivos e onde deve buscar melhorar. O ciclo de aprendizagem é contínuo e quanto mais ele pratica, mais fiel à sua realidade o treinamento fica”, diz Flávia que reforça, “é um treinador particular no bolso do vendedor”.
Líderes conseguem entender o ponto de dificuldade de cada vendedor
Além da versão para profissionais, também há a plataforma Devor Workspace para líderes que queiram investir em suas equipes e entender o ponto exato onde cada um - de forma individual - pode melhorar. O dashboard de desempenho da equipe traz não apenas dados para tomadas de decisões, mas também insights e sugestões de melhorias para cada colaborador, tudo proposto pela inteligência artificial da Devor.
“Nosso objetivo é sermos referência em desenvolvimento comercial contínuo, ajudando profissionais e empresas a transformarem aprendizado em resultado prático. É um negócio de tecnologia com foco em escala, recorrência e margem. Nossa meta atual é multiplicar por dez nossa base de usuários a cada ano. No curto prazo, nosso principal foco e principal motor está no crescimento da base de usuários individuais (B2C), porque acreditamos que a melhor forma de validar e evoluir o produto é mantendo uma conexão muito próxima com quem utiliza a plataforma diariamente”, finaliza Patrick.
Em poucos meses operando, a Devor já conquistou usuários em mais da metade dos estados brasileiros. A plataforma foi desenvolvida com recursos próprios, porém os sócios têm interesse em investidores que possam contribuir não apenas com capital, mas também com experiência, visão estratégica e conexões relevantes para acelerar o crescimento da empresa.
Diário do Devorador - O casal aproveitou o aprendizado adquirido ao longo do desenvolvimento do projeto para lançar um livro que traz 365 reflexões e práticas diárias para os vendedores atingirem a fluência em vendas. “O Diário do Devorador foi uma forma de tangibilizar o nosso conhecimento e levar a Devor também para o offline. Com o livro, a ideia é estar mais presente no dia a dia do vendedor e ajudá-lo a criar um ritual de desenvolvimento de dentro para fora”, conclui Flávia.
Conheça:
www.devor.com.br
LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/devor-brasil/
Instagram: https://www.instagram.com/devorbrasil/

O blog Paraná S/A é atualizado pelo time de Negócios da Gazeta do Povo. Sugestões de pauta podem ser enviadas no e-mail prsa@gazetadopovo.com.br




