| Foto: Gelson Bampi/Sistema Fiep
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A perda de faturamento dos micro e pequenos empresários paranaenses está acima da média nacional, de acordo com o levantamento mais recente do Sebrae, divulgado nesta semana.No estado, 90,2% dos entrevistados afirmaram ter tido prejuízo no período da pandemia; no Brasil, foram 88,7%. Em média, a quebra nas empresas daqui foi de 64,6%.

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O estudo do Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, fornece insights importantes do cenário econômico – são as micro e pequenas empresas as responsáveis por 9 em cada 10 empregos gerados no estado. A pesquisa entrevistou 10.384 empresários no país, sendo 681 do Paraná, entre o final de abril e começo de maio.

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Ainda segundo os números, 43,5% dos pequenos negócios paranaenses tiveram que interromper suas atividades temporariamente, enquanto 2,2% deles precisaram fechar as portas definitivamente.Mais: 13% demitiram funcionários em regime de CLT.

Quando questionados sobre quais medidas governamentais poderiam auxiliá-los neste momento crítico, os paranaenses citaram redução de impostos e taxas, aumento das linhas de crédito e até um auxílio emergencial de subsistência para suas famílias como principais ações desejadas.

A crise, mostra a avaliação, atinge os segmentos de forma diferente. Os setores mais afetados foram os ligados a eventos e produções, turismo e as academias de ginásticas – é que, em todo o país, decretos proibiram essas atividades para evitar a aglomeração de pessoas. Por outro lado, pet shops e serviços veterinários, agronegócio e oficinas e peças automotivas foram as atividades menos impactadas pela pandemia.

Queda na produção industrial

Outra análise, essa do IBGE, mostra que a produção industrial paranaense recuou 4,9% de fevereiro a março, revelando os primeiros efeitos da pandemia nesse indicador. Com muitas plantas industriais fechadas, o Brasil todo sofreu retração ou desaceleração em sua produção. A média nacional ficou em -9,1%.

O desempenho freia um crescimento da indústria paranaense, que vinha tendo bons resultados nos últimos meses puxados pela produção de automóveis e maquinários. Com o resultado de março, a evolução industrial do estado, se considerado o primeiro trimestre de 2020, fica praticamente estagnada (crescimento de apenas 1,6%).

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Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]