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Empresa recupera R$ 2.5 milhões em créditos tributários para clientes em menos de seis meses

Levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) indica que 95% das empresas brasileiras pagam mais impostos do que deveriam; com a transição da Reforma Tributária, a revisão dos últimos cinco anos ganha urgência para evitar perda de caixa

Especialista analisa documentos fiscais durante revisão de créditos tributários em empresa.
Especialista analisa documentos fiscais durante revisão de créditos tributários em empresa. (Foto: Divulgação/Freepik)

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A recuperação de tributos pagos a maior virou uma frente de geração de caixa para empresas em um momento de transição do sistema tributário brasileiro. Em menos de seis meses, a Navetax, empresa de consultoria e assessoria empresarial, recuperou cerca de R$ 2.5 milhões em créditos tributários para clientes após revisar recolhimentos feitos nos últimos cinco anos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), 95% das empresas brasileiras pagam mais impostos do que deveriam. A proximidade da Reforma Tributária acrescenta urgência ao tema. A transição para o novo modelo de tributação do consumo, baseada em CBS e IBS, deve tornar mais complexa a análise entre créditos originados no regime atual e as novas regras de apuração. 

A distorção decorre, em grande parte, de erros de apuração, enquadramentos inadequados, créditos não aproveitados e da dificuldade de acompanhar um sistema marcado por sobreposição de regras e mudanças frequentes. Na prática, a recuperação tributária permite que valores recolhidos indevidamente sejam compensados em tributos futuros ou, em alguns casos, restituídos, com efeito direto sobre o caixa. Em um período de margens mais apertadas e custo financeiro elevado, o tema deixou de ser apenas uma revisão contábil e passou a entrar no cálculo operacional das empresas.

Os créditos identificados pela Navetax estão concentrados principalmente em PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e ICMS, tributos que costumam reunir boa parte das inconsistências encontradas em auditorias fiscais. O processo considera os últimos cinco anos, prazo máximo previsto para revisão administrativa. A partir daí, o direito de recuperar valores prescreve progressivamente. Para empresas que operam com volume elevado de notas, múltiplos fornecedores e diferentes regimes fiscais, a ausência de revisão periódica tende a ampliar perdas silenciosas ao longo do tempo.

“Grande parte das empresas cumpre a obrigação de recolher, mas não faz uma análise técnica daquilo que está pagando. É aí que aparecem créditos não aproveitados e tributos recolhidos acima do devido. Quando isso é revisto, o efeito financeiro é direto”, diz Davi Perotoni, sócio da Navetax. Segundo ele, a recuperação dos valores pode ocorrer por compensação, com abatimento em tributos vincendos, ou por restituição/ressarcimento.

“A compensação costuma ter efeito mais rápido para a empresa, porque reduz o desembolso já nos meses seguintes à habilitação do crédito. Já a restituição/ressarcimento, dependendo do valor, o pedido entra na fila para pagamento e depende de aprovação de dotação orçamentária”, explica.

Sobre a Navetax

A Navetax é uma empresa do ecossistema Navecon especializada em eficiência, planejamento e recuperação tributária estratégica. Criada para apoiar empresas na identificação de oportunidades fiscais dentro da legislação, a marca atua para reduzir desperdícios, ampliar a segurança nas decisões e transformar a gestão tributária em um instrumento de competitividade. Com metodologia técnica e foco consultivo, a Navetax atende negócios que buscam mais clareza sobre sua carga tributária e maior eficiência na gestão de recursos. 

Mais informações: https://navecon.net.br/

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