
Ouça este conteúdo
Claro que não pretendo esgotar em 300 palavras a questão se existe ou não vida fora da Terra. Essa questão para a qual todo mundo tem uma resposta categórica, seguida por dez mil tediosos argumentos. Uns dizem que sim, com certeza, porque estatisticamente não sei o quê zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Outros dizem que não, sai daqui, seu herege, t’esconjuro! E, por motivos várias vezes expostos neste espaço, sempre vai haver quem dará de ombros para falar de política, economia ou futebol.
Eu mesmo mantenho questões desse tipo numa espécie de congelador que tenho num canto da memória. Às vezes, porém, me sirvo de uma porção, boto no micro-ondas para descongelar e fico degustando a ideia. De preferência na rede e com uma cervejinha, como agora, quando me pus a pensar sobre a existência ou não de vida fora da Terra por causa da missão Artemis II.
Análise combinatória
São trilhões de estrelas em bilhões de galáxias, eu sei. Sei também que são milhões os planetas semelhantes ao nosso. Ora, diante desses números cheios de zero, não é preciso ter o QI estelar do Roger para fazer uma análise combinatória e chegar à conclusão teoricamente irrefutável de que há, sim, vida fora da Terra. Pode ser desde uma ameba (impossível que não haja um ET-ameba) até aquele personagem do filme “Inimigo Meu”. Lembra?
Mas e se? E se, contrariando todas as trilhões e trilhões de probabilidades e refutando essa certeza inquebrantável do pessoal, somos de fato únicos no Universo. Já parou para pensar na maravilha que é isso? No milagre e também na responsabilidade? Se não parou, pare agora. E por um instantezinho, cale o Oswald de Souza aí dentro de você e se permita ouvir o silêncio do cosmos. (∞) Ouviu? Uau, eu sei. Que privilégio, o nosso.








