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ETF, um caminho para os novos investidores

  • Por Roberto Indech
  • [22/06/2020] [19:20]
ETF, um caminho para os novos investidores
| Foto: Pixabay

Diante da chegada de novos investidores ao mercado de ações nos últimos meses, mesmo em meio à pandemia, muitos questionam por onde começar e quais caminhos seguir. São questionamentos absolutamente normais para qualquer novato entrando em um segmento diferente daquele que está acostumado. Por outro lado, com o sucesso na comunicação mais informal e serviços de tecnologia mais simples e rejuvenescidos, os novos investidores têm um benefício se comparados àqueles que chegaram há pouco mais de cinco anos: justamente a informação, que passou a ser acessível, seja do lado das empresas listadas em bolsa ou das plataformas digitais que disponibilizam facilidades.

Dessa forma, sempre costumo comentar que, nos primeiros passos, é importante ter em mente qual o seu perfil de investidor, se é conservador, moderado ou agressivo, e depois ter um objetivo para o valor a ser aplicado: é acumulação de capital? Ou viver de renda, especular no mercado, entre outros. Após essa definição e a do prazo pelo qual o dinheiro ficará aplicado podemos encontrar o direcionamento correto. Um deles pode ser pelos ETFs, Exchange Traded Funds ou fundos de índice, em português.

É simples resumir as características desse ativo; é como se um fundo negociasse suas cotas na bolsa de valores, possibilitando assim uma alternativa de diversificação a baixo custo. Dentre as principais vantagens, pode-se citar maior diversidade na comparação com a compra de ações livres no mercado, a possibilidade de acesso a diferentes mercados e um mix por segmentos, países ou regiões, por commodities e até mais recente no Brasil, em renda fixa.

Do lado dos riscos, podemos afirmar que andam praticamente juntos com grande parte do mercado como a liquidez dos ativos, ou seja, demanda e oferta por eles, risco cambial em relação aos que possuem moedas ou ativos no exterior em carteira e risco de mercado de renda variável como um todo.

No Brasil, atualmente, segundo dados da B3, temos 17 ETFs de renda variável sendo negociados. O primeiro e mais antigo, o PIBB (PIBB11), já é conhecido de grande parte do público apesar de não ter essa nomenclatura (ETF) desde seu lançamento. Sua negociação foi iniciada em 2004 e este fundo mede o retorno de um investimento em uma carteira teórica composta por 50 selecionadas entre as ações mais negociadas na B3 em termos de liquidez. Importante frisar que a taxa de administração anual cobrada sobre o ativo é de 0,06%.

Por outro lado, o mais conhecido e mais negociado é o Bova (BOVA11), índice composto pelas ações emitidas por companhias que respondem por mais de 80% do número de negócios e do volume financeiro da Bolsa. Digamos que ele pode ser considerado um termômetro do Ibovespa e, portanto, das principais empresas do país.

Para aqueles que admiram empresas que visam a sustentabilidade, há o ETF Índice de Carbono Eficiente (ECOO11), que mede o retorno sobre um portfólio com empresas do índice IBX-50, que concordaram em participar da iniciativa, adotando práticas transparentes de eficiência de emissão de gases causadores do efeito estufa. As ações deste índice são balanceadas por critérios de negociabilidade e níveis de emissão de gases do efeito estufa.

Além dos mencionados acima, aponto outras duas alternativas interessantes. O primeiro um ETF que permite acesso às principais ações americanas através de um único produto, o IVVB11, fundo de índice constituído no Brasil e que busca retornos de investimentos que correspondam, de forma geral, à performance do Índice S&P 500 em reais. Por fim, há os recém listados ETFs de renda fixa como o FIXA11, por exemplo, fundo negociado em Bolsa que busca refletir as variações e a rentabilidade, antes de taxas e despesas, de índices de renda fixa cujas carteiras teóricas são compostas, majoritariamente, por títulos públicos ou privados.

Por mais que não seja um ativo amplamente conhecido ou corriqueiro para o entrante em bolsa, é importante mostrar que há alternativas para aqueles que dão seus primeiros passos no mercado de investimentos e que possivelmente não tenham grande disposição em estudar, mas que gostariam de seguir algum índice por alguma razão especifica. Este é o ETF, muito prazer.

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