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Juros baixos são a nossa nova realidade

  • Por Roberto Indech
  • [11/05/2020] [19:50]
Juros baixos são a nossa nova realidade
Juros baixos são a nossa nova realidade| Foto: Bigstock

Na semana que passou, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic, taxa básica de juros, para 3,0% ao ano e o anúncio do corte de 0,75 ponto percentual foi uma surpresa para alguns economistas e membros de instituições financeiras. O que me causou estranheza nesse espanto por parte do mercado foi o fato de que um corte dessa magnitude chegou a ser precificado antes da saída do agora ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Por outro lado, chega, sim, a ser uma surpresa o fato de o comitê ter deixado a porta aberta para um novo corte - levando a Selic aos 2,25% - na próxima reunião, que ocorre dentro de 40 dias.

E o que exatamente isso significa? Que estamos em novo momento, em novo patamar, em águas nunca antes navegadas. Fica evidente que a preocupação está no crescimento econômico e na retomada deste pós pandemia em um momento de inflação abaixo de 2% conforme o IPCA. Se isso trará inflação futura ou se o câmbio se desvaloriza também por essa razão são outras questões a serem discutidas em outro artigo. Olhando para o mundo dos investimentos, fica cada vez mais claro que o brasileiro precisará tomar mais riscos se quiser obter retornos maiores em aplicações financeiras ou até ir para a economia real.

É notória a maturidade que temos visto no investidor pessoa física em bolsa e no crescimento apresentado pela B3: 400 mil novos entrantes iniciaram no mundo da renda variável nos últimos dois meses, sendo grande parte deste público de investidores com patrimônio abaixo de R$10 mil, segundo declaração do próprio presidente da B3 em live realizada pela Clear Corretora na semana passada.

Como comparação importante sobre as aplicações, é valido lembrar que a poupança irá trazer rendimento de 2,1% na taxa atual e de 1,58% se, de fato, a Selic for reduzida para próximo de 2%. Isto porque o retorno da poupança é de 70% da taxa Selic. Entretanto, para aqueles que visam apenas ter uma reserva de emergência, é importante a manutenção do recurso com essa finalidade independentemente da taxa. Ademais, acho necessário ressaltar que a renda fixa não morreu como gostam de afirmar alguns. Investimentos mais conservadores devem ser utilizados para reserva de emergência, diversificação de carteira e na busca por oportunidades que costumam aparecer nas plataformas digitais ou em instituições financeiras.

Aqueles que já leem minha coluna semanalmente ou me acompanham nas redes sociais há algum tempo sabem que não sou o mais entusiasta de ativos prefixados. Por outro lado, vejo que há boas oportunidades que podem surgir a qualquer momento com o aparecimento de novos fatos vindos da economia ou do mundo político. Revendo minha própria carteira, gosto de salientar que adquiri um CDB de banco médio com taxa fixa (ativo prefixado) com retorno de 11,75% ao ano no momento pré-eleitoral para presidente da República em 2018. O vencimento desta aplicação naquela época era de 2,5 anos. E nestes últimos dias, visualizei oportunidades cujos prazos seriam de 2 a 3 anos que traziam retorno de 8 % a 9% ao pequeno investidor. Se levar em consideração uma Selic de 3% ou abaixo desse patamar, o custo de oportunidade no período me parece bem vantajoso. Obviamente que esta não é a única que vislumbro, mas é preciso estar atento, pois nosso mercado é dinâmico.

A meu ver, dificilmente veremos a taxa de juros do Brasil em patamares de dois dígitos como em governos recentes por causa do momento ruim da economia, da inflação baixa, falta de confiança do consumidor e do empresariado, demanda reprimida, entre outros. Sendo assim, é necessário nos acostumarmos com o fato de que juros baixos são a nossa nova realidade. Dessa forma, o que faremos para conseguir retornos atrativos a partir daqui? Seja em prefixados, conforme explicitei acima, ou com a alocação de parte da carteira no mercado de ações, “caminhar” para economia real, fundos multimercados ou que aplicam em ativos no exterior. O importante é realizar aquele investimento que seja interessante de acordo com seu perfil e seus objetivos. Não podemos mais fechar os olhos para qualquer oportunidade e este é o nosso novo mundo.

Roberto Indech é estrategista-chefe da Clear Corretora.

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Comentários [ 8 ]

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    Ricardo Rosa

    ± 3 horas

    Oligopólio, insegurança jurídica, imposto altos, custos trabalhistas altos e alta regulamentação: enquanto estas forem as características do setor bancário, os juros na ponta do tomador PF e PJ continuarão elevados (já foram piores).

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  • W

    WILSON MUGNAINI

    ± 11 horas

    Enquanto o BACEN deita e rola na taxa oficial, quanto as empresas de cartão de crédito e os bancos - no cheque especial - estão cobrando mesmo? E BACEN só olha...

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  • M

    Maquiavel

    ± 20 horas

    Juros baixos só para o povão, para os bancos estão nas alturas

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    1 Respostas
    • R

      Rodrigo

      ± 13 horas

      São coisas diferentes. Uma é a taxa selic, outra é o valor pelo qual os bancos emprestam dinheiro tendo em vista que o risco da maioria das pessoas virem a dar calote sempre foi alto e agora aumentou. Após alguns anos o nome da pessoa fica limpo novamente mesmo que não tenha pago, não é isto? Então infelizmente risco alto e taxa alta...

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  • M

    Marcos eisenschlag

    ± 22 horas

    Se voce tem menos de 10mil e esta em bolsa nesse momento sinto lhe dizer, e' mais provavel que ela caia ainda mais quando os resultados das empresas comecarem a refletir o segundo trimestre com os seus 90 dias de impacto da quarentena. Fuja de CDBs, os com maior retorno sao os de bancos medios que terao pessima performance futura com o cenario de quebradeira de pequenas empresas e juros reais negativos. Prefira LTNs (prefixadas) que estao com o mesmo retorno mas com risco zero e liquidez diaria pois o Tesouro Direto recompra sem tanto desconto como num CDB com resgate antecipado.

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  • S

    STF

    ± 24 horas

    Juros baixos só para o governo mesmo. Para PF e PJ os bancos aumentaram os juros e dificultaram o acesso ao crédito.

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    • S

      STF

      ± 9 horas

      Rodrigo: Você é mal educado e um pouco ignorante. Já fiz quatro FINAMES de máquinas grandes e nunca atrasei nenhuma parcela. Agora banco não quer nem financiar. Entendo que existem caloteiros, mas quando os bancos emprestam 90% de todos os recursos para o governo sem risco nenhum e só existem uns 4 bancos grandes de varejo no país existe algo muito errado.

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    • R

      Rodrigo

      ± 13 horas

      São coisas diferentes. Uma é a taxa selic, outra é o valor pelo qual os bancos emprestam dinheiro tendo em vista que o risco da maioria das PF e PJ virem a dar calote sempre foi alto e agora aumentou. Se por acaso você é PJ e quer alguém que corra risco com você arrume um sócio, não um banco.

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